Notícias
Sindicatos cobram concursos
4 de fevereiro de 2013Com as contas pressionadas pelos gastos com pessoal e admitindo analisar com cuidado redobrado a realização de concursos públicos em 2013, o governo do Estado entrou em rota de colisão com entidades sindicais que cobram urgência para seleções em diversas áreas em Pernambuco. Na Fazenda, por exemplo, cerca de um terço dos 1.360 auditores fiscais estarão aptos a se aposentarem este ano. Profissionais de saúde aguardam um novo grande concurso, já que o certame lançado no final de 2012 contemplou apenas algumas especialidades de médicos. Também com uma seleção na rua, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), calo do governador Eduardo Campos, ainda espera um edital específico para agentes de desenvolvimento social, categoria que atua diretamente com os menores encarcerados.
Em 2012, a despesa total do Estado com pessoal foi de 45,19% da Receita Corrente Líquida (RCL). Em toda gestão Eduardo Campos nunca esteve tão próxima do chamado limite prudencial, de 46,55%, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A razão está no crescimento de 13% nas despesas com salários, gratificações e horas-extras de servidores próprios e comissionados. Enquanto as receitas correntes tiveram 7,5% de elevação.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco (Sindserpe), Renilson Oliveira, endureceu ao comentar os indícios de que o governo estadual irá pisar no freio nas autorizações de novos concursos e nomeações. "Na próxima semana iremos cobrar transparência nos gastos com contratados e terceirizados para expor à sociedade. Cerca de 70% dos quadros de agentes de desenvolvimento social da Funase são de contratos temporários. O Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco não é contemplado com concurso desde o começo dos anos 1990. Na educação a regra também tem sido os contratos temporários. O problema está na geração de receitas e não nos gastos com pessoal", argumentou.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Jorge Lobo, informou que há um déficit grande na rede estadual de saúde. As áreas mais críticas são as de pediatria, cirurgia-geral, obstetrícia e ortopedia. "Uma coisa é a questão econômica, outra é a necessidade não apenas de médicos, mas de funcionários de todas as áreas. A saúde do Estado não pode ser abandonada", pontuou. Lobo garantiu que, segundo posicionamento recente da Secretaria de Saúde, o arrocho não irá alcançar o concurso para 505 profissionais cujas provas acontecem neste mês de fevereiro.
A Secretaria de Administração (SAD) foi procurada, mas o secretário Décio Padilha não teve espaço na agenda para conversar com a reportagem.
Fonte: A notícia foi publicada no dia 02/02 no Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]