Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Sindicalista vê tratamento igual ao da gestão anterior

21 de fevereiro de 2010

 

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Pernambuco, Perpétua Rodrigues, não há muita diferença entre o atual governo e o anterior quando o debate gira em torno da valorização do servidor público. Nas duas gestões, os cargos comissionados cresceram e não foi dada a oportunidade, pelo menos na saúde, de o funcionário efetivo assumir esses postos de confiança.

A sindicalista, inclusive, revela que os servidores se sentem “pressionados” pelos funcionários que ocupam os cargos de chefia. “Os servidores estão sobrecarregados. Estão se sentindo sufocados. Como este ano é o da saúde, como diz o próprio governador, esperamos a realização de concurso público”, afirmou.

A sindicalista ressaltou que existem casos nos quais os comissionados não têm sequer formação na área de saúde. “Eles estão vindo de fora e não conhecem a nossa realidade. O correto seria aproveitar e valorizar o servidor concursado”, defende. Para Perpétua, é o funcionário efetivo que vai dar continuidade ao modelo de gestão implantado. Além disso, os diretores das unidades hospitalares deveriam ser eleitos de forma direta.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Heleno Araújo, não tem informações detalhadas sobre os cargos comissionados da Educação. Mas acredita que a maioria dessas funções são ocupadas, nesse governo, por servidores públicos do próprio quadro. Para Araújo, o maior problema da educação hoje, no que se refere ao funcionalismo, são os professores contratados temporariamente para substituir os efetivos em sala de aula e para ocupar funções criadas com os novos programas da pasta.

Temos informações que hoje são mais de 14 mil. No governo anterior, eram 10.500. Houve um aumento considerável”, disse.

Araújo reconhece, no entanto, que a atual gestão avançou em relação aos concursados. Além de abrir uma nova seleção pública, chamou os que passaram no concurso realizado no governo anterior. “A valorização profissional passa por uma formação continuada. Pernambuco ainda paga o pior salário a um professor de nível superior”, lamentou.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias