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Sinais de melhora para o trabalhador

10 de agosto de 2016

O otimismo do empresário brasileiro no mercado de trabalho melhorou em julho pelo quinto mês consecutivo, sinalizando leve recuperação do ritmo de contratação de pessoal para os próximos meses. É o que revela o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que subiu 6,9 pontos em julho comparado a junho, atingindo 89,1 pontos. Do lado dos empregados houve recuo de 0,8 pontos em julho da expectativa de desemprego em relação ao mês anterior, como mostra o Índice Coincidente de Desemprego (ICD), apontando certa estabilização das taxas de desocupação nos últimos meses.

O IAEmp mede a situação dos negócios nos setores econômicos da indústria e de serviços sinalizando os rumos do mercado de trabalho no país para os próximos meses. Enquanto o ICD utiliza dados da sondagem do consumidor para medir a percepção do entrevistado em relação ao desemprego no país. Quanto maior a pontuação do IAEmp, melhor o humor dos empresários. Em relação ao ICD, a pontuação menor indica as pessoas estão mais otimistas com a perspectiva de conseguir empregos.

Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), explica que os dois indicadores avaliados conjuntamente acendem uma luz no fim do túnel. “O IAEmp sugere recuperação à frente, puxado pelo otimismo com a situação dos negócios da indústria. Do lado dos trabalhadores, eles ainda não observam, no momento, uma melhora no mercado de trabalho”. Segundo ele, os empresários demonstram certo otimismo com a perspectiva de recuperação da economia. Do lado dos empregados, o ICD teve leve queda, mas ainda se encontra muito elevado. “A situação do mercado de trabalho ainda continua ruim, mas é menos grave do que anteriormente”.

Em relação ao ICD, a pesquisa mostra que as classes de renda familiar mais alta (entre R$ 4.800 e R$ 9.600) foram as que mais contribuíram para a queda do índice com variação de (?3 pontos), sinalizando a percepção de facilidade de se conseguir emprego. As pessoas com renda familiar menor consideram que terão maior dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, com a variação de ? 1,8 ponto. “As pessoas no topo da renda estão mais otimistas, contribuindo para a recuperação do índice”, destaca.

Para o pesquisador, a situação do mercado de trabalho nos próximos meses vai depender da expectativa do setor produtivo diante da solução para a situação política e econômica do país. Ele avalia que os cenários serão diferentes dependendo do desdobramento do impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Com a aprovação do impeachment e as medidas econômicas passando no Congresso tudo indica que vai melhorar a percepção da indústria nos negócios futuros e com o emprego”.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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