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Servidores públicos preparam atos

8 de novembro de 2017

Descontentes com a edição de medida provisória que adia o reajuste do funcionalismo de 2018 para 2019, entre outras medidas, servidores públicos preparam para sexta-feira atos de protesto. Em Brasília, haverá um ato público em frente ao Ministério do Planejamento, às 9h, de acordo com o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). Haverá ainda atos em outras cidades, mas os locais ainda estão sendo decididos.

No dia 28, está prevista uma “Caravana a Brasília”, em que funcionários públicos de todo o país irão à capital para novo protesto. Em reunião ontem, o fórum decidiu ainda promover um debate sobre o serviço público na Câmara dos Deputados no dia 27.

Em outras frentes, sindicatos e associações preparam ações judiciais contra as medidas e intensificaram a pressão junto a parlamentares no Congresso Nacional. Encerrado o prazo para recebimento de emendas na comissão mista que analisará a MP 805, foram apresentadas 255 propostas. Há emendas para excluir pelo menos 17 categorias do adiamento do reajuste, o que garantiria um aumento já no próximo ano para carreiras como policiais federais, auditores da Receita Federal, professores e médicos peritos.

Ontem, em meio à resistência de parlamentares, pressionados por servidores, em aprovar o pacote de ajuste fiscal para 2018, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse que o adiamento do reajuste do funcionamento é uma “medida de justiça distributiva”. “Ainda convivemos com 13 milhões de desempregados”, lembrou.

Também ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi enfático ao dizer que não há previsão de o governo de voltar atrás na sua proposta para elevar de 11% para 14% a alíquota previdenciária dos servidores públicos no ano que vem. A majoração da alíquota visa a assegurar a exequibilidade do Orçamento do ano que vem e tem gerado reações contrárias de líderes sindicais da categoria, que acenam com convocação de greve caso o governo insista na proposta.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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