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Servidor sem reajuste este ano
23 de maio de 2009
Carla Seixas
cseixas@jc.com.br
O governo do Estado bateu o martelo ontem e este ano não haverá reajuste salarial novo para os servidores. No entanto, o secretário de Administração, Paulo Câmara, fez questão de reforçar que as revisões salariais já pactuadas nas negociações de 2007 e de 2008, com implantação prevista para este ano, serão respeitadas. Segundo o gestor, só com o que foi acertado e que tem vigorado paulatinamente este ano, o caixa do Estado vai finalizar 2009 gastando R$ 880 milhões a mais com servidores do que em 2008. Algo que totalizará R$ 5 bilhões.
A notícia foi dada aos servidores na manhã de ontem, durante reunião extraordinária da mesa de negociação, através de uma carta de sete páginas, assinada pelos secretários de Administração, Paulo Câmara, da Controladoria-Geral do Estado, Ricardo Dantas, da Fazenda, Djalmo Leão, entre outros. No centro do debate está a queda na receita do Estado, algo que vem ocorrendo em duas frentes: na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e nos repasses do Fundo de Participação dos Estados – FPE (veja matéria abaixo).
Questionado se seria possível lançar para o segundo semestre o debate sobre o reajuste, Câmara foi categórico ao afirmar que isso não vai ocorrer. “A gente não tem data para retomar um debate sobre aumento”, disse. Câmara, que concedeu entrevista coletiva ao lado de Ricardo Dantas e do secretário executivo José Francisco Neto, tentou amenizar a má notícia relatando os ganhos conquistados pelo corpo funcional nos últimos dois anos. “Ainda temos aumento programado para a Polícia Militar (10%), elevação do salário do médico plantonista que em setembro chegará a R$ 4.100 e implantação dos Planos de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCVs) da Polícia Civil”, listou. No pleito dos sindicatos estavam a reposição das perdas entre maio de 2008 e maio deste ano, implantação de vale-transporte para quem atua fora do Grande Recife, reajuste de vale-alimentação e das diárias, além das negociações isoladas, como os pleitos dos auditores, por exemplo, que querem paridade entre ativos e inativos e melhores condições de trabalho. Segundo Câmara, questões que não tenham impacto financeiro continuarão a ser debatidas ao longo deste ano.
Fonte: Jornal do Commercio
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