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Servidor: reajuste além de 16%

23 de fevereiro de 2011


Os
servidores estaduais vão precisar de um reajuste mínimo na faixa de
16% para repor as perdas salariais. O percentual é referente à
inflação dos últimos dois anos, calculada pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
mais a projeção para 2011. No entanto, a categoria deve solicitar
um valor ainda maior ao Governo de Pernambuco, na próxima me­sa
geral de negociações, marcada para o dia 4. Isso porque a classe
vai propor que a diferença entre os patamares de remuneração seja
menor, o que pode resultar em aumentos superiores para quem está
enquadrado nos níveis básico e médio.

Esses
profissionais precisam receber abonos para que os salários, de R$
510 e R$ 520, cheguem ao valor do mínimo (aprovado em R$ 545). Em
2009, o funcionalismo público não teve reajuste. Já no ano
passado, a concessão chegou a 8% para algumas categorias, mas nem
todas tiveram aumento. Se o percentual proposto for acatado, a
remuneração inicial para os níveis mais baixos ficaria em torno de
R$ 590. Outra preocupação é com os trabalhadores de nível
superior, que hoje têm um piso de R$ 960.

O
valor é o pontapé para a criação dos pisos. Vamos construí-los
junto com o Dieese, dentro do critério de mercado de trabalho. Não
podemos ter gente graduada trabalhando há 30 anos em um órgão
público e ganhando R$ 1,8 mil. As empresas privadas contratadas por
licitação pa­gam pelo menos o triplo disso. É preciso que os
profissionais sejam qualificados e remunerados de forma compatível
ao setor privado”, apontou o coordenador geral do Sindicato dos
Servidores Estaduais de Pernambuco (Sindserpe), Renílson Oliveira.

Desde
a reunião do Fórum dos Servidores, na última segunda-feira, as
lideranças sindicais estão criticando a posição do Governo em
exaltar o pagamento de bônus por produtividade. Em entrevista
publicada pela Folha no último domingo, o secretário de
Administração, Ricardo Dantas, disse que “esta política envolve
o servidor no esforço de melhorar a qualidade do serviço”. “Isso
não existe. Tem que ser por meio do Pla­no de Cargos e
Carreiras. Não dá para transformar o desempenho público em um
sistema capitalista, sem levar em consideração salários e
condições de trabalho”, rebateu Oliveira.

Fonte: Folha de Pernambuco

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