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Serasa alerta contra golpes

3 de outubro de 2013
As festas de fim de ano não estimulam apenas as vendas do comércio. Um "mercado paralelo" também tenta se aproveitar do apelo consumista da data para tirar vantagem dos consumidores. Trata-se do roubo de identidade, que segundo o delegado da Delegacia de Estelionato, Rômulo Aires, é um crime que aumenta bastante nos meses que antecedem o Natal. "É um crime sazonal, que no final do ano tende a crescer. Temos uma média de 350 registros de estelionato por mês e 80% deles têm relação com roubo de documentos, fora as notícias-crime que são os registros feitos pelos advogados das vítimas." Diante disso, a empresa de proteção ao crédito Serasa Experian reforça na divulgação de um produto, o MeProteja, que promete diminuir os riscos de a pessoa ter seus documentos clonados e utilizados em transações financeiras por terceiros.

"No fim do ano, as pessoas estão com mais dinheiro. E isso motiva tentativas de golpe, aumentando a chance de roubos de documentos", salienta a superintendente de serviços ao consumidor da Serasa, Maria Zanforlin. Por R$ 10 mensais (ou R$ 19,90 por apenas um mês), o cliente tem à disposição um sistema de informações que o avisa por mensagem de texto de celular e e-mail quando o CPF é consultado por causa de uma operação de compra ou tomada de empréstimos.

 
A executiva reconhece que o serviço não impede o golpista de realizar a operação, mas deixa o dono do documento ciente mais rápido. "O serviço funciona como um alerta. O mais importante é saber se entrou informação negativa nova, na hora, se abriram empresa em seu nome. A prevenção faz bastante diferença e, assim, o cliente faz imediatamente o boletim de ocorrência (BO), informando à polícia que foi vítima de golpe. Sem o serviço, a pessoa fica sabendo disso apenas quando for consultar a sua situação de crédito ou quando receber a fatura da despesa realizada em seu nome", defende.
 
O delegado Aires informa que, com a internet, ficou muito mais fácil para os estelionatários roubarem dados das pessoas. Ele diz ainda que é difícil evitar ser vítima. "Existe comércio paralelo de documentos pela internet, banco de dados e até lista de pessoas que se aposentaram. Os golpistas pagam para ter acesso a esses dados. Em alguns casos, se consegue folhas de cheque autênticas em ruas como a Rio Branco, em São Paulo", diz. "Infelizmente não há como evitar. Mas é possível se precaver pelo menos passando menos cheques e ficando atento na hora de preencher cadastros." Para evitar ser vítima do golpe, a Serasa orienta os consumidores a deixarem o antivírus de seus computadores atualizados, não preencher formulários de promoções de empresas não confiáveis e não confirmar dados pelo telefone. 

Fonte: Jornal do Commercio

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