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Será a maior marcha a Brasília

5 de maio de 2017

As nove centrais sindicais que organizaram a greve geral do dia 28 decidiram ontem que vão preparar uma grande marcha de trabalhadores a Brasília, entre os dias 15 e 19, para realizar protestos e tentar impedir a votação das reformas trabalhista e da Previdência. Ainda não está definido como os trabalhadores serão levados ao Distrito Federal.

Antes disso, de terça a sexta-feira da próxima semana, lideranças sindicais de todo o País estarão em Brasília para visitar cada deputado e senador e tentar convencê-los a votar contra as duas propostas de reforma.

"Será a maior marcha a Brasília da classe trabalhadora, vamos ocupar Brasília", avisa o presidente da CUT, Vagner Freitas. "Se essas ações não forem suficientes para reverter essas reformas nefastas, vamos decidir a data para uma nova greve geral, maior que a primeira." O encontro ocorreu na sede da CUT em São Paulo e teve a participação de dirigentes do CSB, CTB), CGTB, CSP-Conlutas, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT.

No mesmo encontro, as centrais decidiram orientar os sindicatos filiados em São Paulo a entrarem com ações coletivas na Justiça contra o prefeito João Doria (PSDB) por ele ter chamado os grevistas de "vagabundos". Segundo as centrais, as ações serão por dano moral coletivo porque o prefeito atribuiu aos trabalhadores um sentido "pejorativo". Também vão alegar que a Constituição assegura o direito de protestar e fazer greves, e eles foram ofendidos pelo prefeito.

Nos eventos do dia 1º de Maio realizados pela CUT e Força Sindical, o prefeito foi um dos mais criticados por sindicalistas e políticos também por ele ter dito que vai multar as centrais por danos ao patrimônio público após quebra-quebra.

Em nota, a Secretaria de Comunicação de São Paulo informa que o prefeito não usou o termo "vagabundos" em relação à totalidade dos grevistas e sim como referência aos manifestantes que tentaram bloquear seu acesso à prefeitura.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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