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Sem um caixa robusto na reta final
8 de julho de 2009JC Negócios
Embora o secretário de Planejamento, Geraldo Júlio, tenha comemorado a ampliação em 6% da arrecadação de ICMS nos primeiros meses do 2009, não dá para o governo esconder que o dinheiro ficou curto e que os compromissos assumidos com a folha de pessoal de praticamente todas as categorias empurraram o caixa do Executivo para os limites exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal a um ano do final do governo.
Um ano porque este é o tempo político que Eduardo Campos tem de fato para, se desejar disputar um segundo mandato, montar um kit de ações para oferecer aos eleitores. E como não há nenhuma evidência de que não fará isso, ontem, ele tratou de avisar à equipe que está na hora de concluir o que dá para ser concluído de forma a ser apresentado e embalado com os recursos que existem.
O problema é que o que Campos ofereceu aos servidores não satisfaz a categoria. Até professores que ele achava que lhe seriam reconhecidos fazem greve. Na saúde, o desempenho pífio do vice-governador, João Lyra, ameaça todo o discurso de três novos hospitais funcionando, 30 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e um serviço de qualidade, perdeu força por força de uma greve que dura quase um mês. E na prática, Campos deu um chega para lá em toda a equipe. Se em dezembro ele já tinha dito que acabou a época de ter ideia nova, ontem, o discurso de prestação de contas embutiu o fazer o que dá para ser feito. O diabo é que o caixa não reage.
» Todos com a Nota só tem o lado social
Apesar de fazer a festa da torcida com a entrega de ingressos grátis para os jogos dos times pernambucanos, o programa Todos com a Nota não tem agregado muito em termos de arrecadação de ICMS. Ontem, o secretário-executivo da Fazenda, Roberto Arraes, admitiu que foi preciso ampliar a pesquisa na amostragem das notas para identificar sinais de fraude das empresas. E reconheceu que do ponto de vista de ampliação da receita (que aliás era o discurso para sua implantação), o programa não registrou ganhos significativos embora funcione como educação fiscal. Ou seja: virou um programa social do governo Eduardo Campos.
» Professores
E os professores, hein? O governo do Estado com publicidade na TV celebrando o programa Professor Conectado, piso nacional e a restauração das escolas com laboratórios, e o Sintepe decretando greve por tempo indeterminado. Ô povo ingrato esse da educação…
Fonte: Jornal do Commercio
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