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“Sem reforma, juro volta a subir”

18 de abril de 2017

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que se o País não fizer "uma reforma da Previdência no tempo devido, a taxa de juros voltará a subir fortemente" e haverá uma falta de recursos para financiamentos e investimentos.

Meirelles falou após a abertura do seminário "Os caminhos para a reforma da Previdência", do jornal Valor Econômico.

Ele afirmou que o Brasil tem feito uma série de ações para estimular a economia e que, sem uma reforma da Previdência, volta-se a situação anterior. "Se o País não fizer uma reforma no devido tempo, a taxa de juros, em vez de estar caindo como agora, volta a subir fortemente, vai faltar recursos para financiamento, investimento e o desemprego volta a crescer. E ao mesmo tempo vamos voltar à situação anterior."

Segundo Meirelles, a reforma tem caminhado de forma "vigorosa" e disse que "está claro" no Congresso que há um compromisso das lideranças em aprovar o texto o mais rápido possível. O parecer do relator, deputado Arthur Maia, será lido hoje na comissão especial. Após votação na comissão, vai a plenário.

Meirelles disse que a regra do teto para os gastos públicos, pela qual as despesas não podem crescer acima da inflação do ano anterior, ficará inviável num prazo de 10 anos caso a reforma da Previdência não seja aprovada. Ao abrir o seminário, o ministro apresentou um gráfico que aponta que as despesas com Previdência e benefícios assistenciais chegarão a quase 78% dos gastos totais do governo em 2026, pressionando as demais áreas e extrapolando o teto.

"Mesmo que todas as outras despesas se contraiam para 33,3% do Orçamento, elas não vão caber no teto em 10 anos", disse Meirelles.

O ministro também aproveitou para rebater críticas feitas às regras propostas pelo governo na reforma, como idade mínima e contribuição de 49 anos para aposentadoria integral. Segundo ele, a taxa de reposição no Brasil, que corresponde à relação entre o que os trabalhadores ganham na aposentadoria e seus rendimentos na ativa, é mais generosa do que na maioria dos países. No Brasil, ela é de 76%, enquanto na Europa ela é, em média, de 56%.

"Está na hora de o Brasil fazer essa mudança, que lhe permita sair da recessão, reduzir desemprego, reduzir juros e voltar a crescer. Temos que mudar a trajetória e o ritmo de crescimento dos gastos para que o país possa ter um crescimento sustentável", disse Meirelles.

GÊNERO 
A propósito das dificuldades de se aprovar a reforma, o economista Armando Castelar afirmou que a questão da igualdade de gênero na reforma da Previdência é o tema que mais gera polêmica atualmente, mas espera que o País tenha "maturidade para discutir esse assunto como outros países." Castelar também falou sobre a reforma durante o seminário promovido pelo jornal Valor.

Durante sua explanação, Castelar mostrou um gráfico da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre aposentadorias ao redor do mundo. Futuramente, devido a reformas já aprovadas ou em fase de implementação, 32 dos 35 países da OCDE não terão mais distinção por gênero.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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