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Sem confrontar regionalmente

9 de agosto de 2009


JC Negócios

Animado com as perspectivas de investimento no Complexo Portuário de Suape – especialmente em função do que prevê para o projeto Suape Global –, o governador Eduardo Campos não aceita fazer comparação sobre a concorrência com Pecém, no Ceará, e muito menos da economia de Pernambuco com aquele Estado, apesar de criticar a guerra fiscal no Nordeste.

Esta semana, com empresários do setor naval, no Rio de Janeiro, Campos disse que, pelo perfil que Suape adquiriu nos últimos 30 anos, suas atividades com Pecém passaram a ser complementares e não concorrentes, como por muitos anos isso foi apresentado. O governador ironiza o debate nas administrações passadas dos dois Estados dizendo que, durante anos, o que se chamou de modernidade foi se saber quem dava mais incentivos na absurda guerra fiscal que se travou e que só serviu para os estados perderem recursos. Esse, segundo Campos, é um tempo vencido.

Pode ser, mas certamente ele só pode dizer isso hoje porque o seu Estado tem um programa de incentivos fiscais que, somado às condições logísticas e de infraestrutura e aos municípios da área de influência de Suape, tornaram Pernambuco quase imbatível na disputa por grandes empreendimentos. Tão forte a ponto dele só direcionar para a área industrial de Suape aqueles que precisem diretamente de atividades de porto. Ou porque sabe que, se tudo correr como planejado, muito em breve Pernambuco poderá reduzir a distância do PIB, não quanto ao Ceará, mas em relação ao da Bahia, já que programa crescer 50% com os novos megaempreendimentos de Suape.

Fonte: Jornal do Commercio

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