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Sefaz deverá incorporar novas fontes ao projeto

28 de novembro de 2007

Embora já disponha de quatro grandes bases de dados (o Sintegra, o Sistema Fronteiras, o SEF e as informações das operadoras de cartões de crédito), a malha fina estadual também poderá contar com outras informações num futuro próximo. De acordo com o coordenador do projeto, Alderico Portela, a Sefaz já pensa em incorporar novas fontes numa segunda versão do mecanismo.

“A primeira versão da malha fina usará só essas quatro bases de dados. Mas, à medida que pudermos agregar novas fontes, nós o faremos” afirma. “A idéia é enriquecê-la com novas bases, para identificar de maneira precisa os contribuintes que sonegaram informações e a arrecadação do imposto. Podemos utilizar as notas fiscais coletadas na campanha Todos com a nota e também trazer a base de dados das compras feitas pela administração pública”, ressalta.

Isto é possível porque a ferramenta utilizada para o cruzamento das informações (data warehouse, em inglês, armazém de dados, em português) permite a adição de diversas bases de dados. Só é necessário que eles estejam padronizados para serem incluídas no sistema. “Nós temos a ferramenta de informática, mas precisamos de uma série de dispositivos de tecnologia da informação. É necessário harmonizar as bases”, diz Portela.

Para a implementação da malha fina estadual, a Sefaz trabalha com os funcionários e equipamentos de que já dispõe. “O projeto foi concebido com recursos humanos e ferramentas que o fisco estadual já tinha”, ressalta. Com o aperfeiçoamento do mecanismo, o cruzamento dos dados do sistema, que chegou a levar cinco dias para ser feito, agora já pode ser concluído em apenas um dia de processamento.

A análise dos dados fornecidos mensalmente pelas empresas administradoras de cartões de crédito à Sefaz – processo iniciado em agosto deste ano após a publicação do decreto 30.743/07 – já começa a mostrar evidências de irregularidades em vários setores da economia. “Fizemos uma primeira análise que ainda não está concluída, mas já aponta alguns indícios de sonegação”, afirma Roberto Arraes. Ele destacou que segmentos do comércio varejista como o de bares e restaurantes e de butiques têm se destacado.

Fonte: Jornal do Commercio

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