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Saiba como renegociar as dívidas
17 de dezembro de 2013A segunda parcela do 13º salário será paga nesta sexta-feira e a data também pode ser uma chance para negociar dívidas novas ou antigas. Estar com o dinheiro na mão é uma oportunidade de quitar o débito, conseguir um bom parcelamento e reduzir os juros cobrados. Quem não conseguir negociar diretamente com os credores também pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor ou ao Pró-endividados, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE), para a mediar a questão.
“Normalmente as maiores dívidas são de cartão de crédito, ou porque a pessoa não consegue pagar a fatura, ou porque opta por pagar o mínimo. Tentar a negociação com dinheiro na mão dá ao consumidor algumas vantagens, incluindo a possibilidade de dar uma entrada maior e parcelar com juros menores o restante”, explica Amanda Aires, professora da Faculdade de Boa Viagem (FBV).
Ela ressalta que as administradoras têm interesse de receber os valores devidos, por isso é importante não aceitar a primeira proposta e tentar baixar ao máximo os juros cobrados. “A primeira medida, se a dívida for no cartão de crédito, é bloquear o cartão e parar de consumir a crédito até que a dívida seja quitada. Se isso não acontece, o valor não baixará e a dívida não poderá ser encerrada. Se os juros não baixarem e forem abusivos, o devedor pode também entrar com uma ação na Justiça para mostrar sua intenção de pagar e a impossibilidade de quitar o débito com juros extorsivos”, completa Amanda Aires.
Uma questão que precisa ser observada por quem está devendo e já entrou no cadastro dos serviços de proteção ao crédito (SPC e Serasa) é o transtorno provocado pela negativação do cadastro. Com o cadastro negativo a pessoa não pode ser admitida em concurso público, nem trabalhar em departamentos financeiros de algumas empresas, não pode ser avalista, ou mesmo fazer qualquer tipo de financiamento. Cinco anos depois da inclusão, o cadastro deve ser retirado, mas o período é considerado muito longo em comparação com os transtornos provocados.
Uma alternativa para quem não conseguir tratar diretamente com os credores e conseguir condições mais justas é aderir ao Programa de Tratamento de Consumidores Superendividados (Proendividados). “Qualquer pessoa pode aderir. Ela preenche um formulário expondo as dívidas e os motivos que a levaram a tal situação e nós convidamos os credores para negociar. Temos conseguido uma média de 80% de conciliações”, explica a juíza Nalva Cristina, acrescentando que o tempo para a marcação da audiência é rápido – uma média de 30 dias.
Fonte: Diario de Pernambuco
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