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Rua da Aurora à espera da redenção

20 de março de 2014

Quiosques, bancas de revistas, calçadas refeitas, adequação do esgoto, restaurantes e até atrativos como uma roda-gigante foram anunciados, em dezembro do ano passado, como os destaques de um projeto de requalificação da Rua da Aurora, no Centro do Recife. Passados três meses da apresentação desse trabalho de revitalização, a situação da via continua penosa para quem circula pelas calçadas afundadas e desniveladas.

Sacos de lixo permanecem espalhados na rua e gradis estão quebrados. A fiação desordenada à frente dos casarões antigos do século 19 polui a área descrita pelo sociólogo Gilberto Freyre como a mais recifense de todas vias da capital pernambucana, que tem a Rua da Aurora como seu cartão-postal, mesmo com problemas urbanos. A solução para muitos deles realmente pode estar no projeto que a Prefeitura do Recife prometeu, em dezembro, colocar em prática.

A menos de três meses da Copa do Mundo, a Secretaria de Segurança Urbana do Recife não traça muitos detalhes sobre a fase em que está o projeto. Em nota, informa apenas que, na próxima semana, será concluído o plano executivo de revitalização da Rua da Aurora, no trecho entre as Pontes do Limoeiro e Princesa Isabel.

Assim que for ajustado, o projeto de requalificação será encaminhado à Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), que ficará responsável pelo lançamento do edital para execução das obras. "Após o serviço, a área contará com espaços para a prática de esportes, lazer e restaurantes", diz o comunicado da secretaria, que não determina prazo para execução e conclusão do projeto.

Urgente e necessário, o trabalho de requalificação precisa logo sair do papel para proporcionar segurança à população e melhorar o estado de uma via que já chegou a ser classificada como uma minicracolândia. Atualmente, o coreto quase em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado serve de alojamento para moradores de rua. Lamentavelmente, monumentos e equipamentos pichados continuam a preencher uma área que exige atenção pelo seu valor histórico e cultural.

Fonte: Jornal do Commercio

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