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Rotativo? Cuidado com as mudanças

4 de abril de 2017

As novas regras do crédito rotativo já estão em vigor, mas devem ser encaradas com cautela pelo consumidor. Apesar de o valor do parcelamento (166% ao ano) ser mais barato do que o crédito rotativo (490% ao ano), o preço a pagar continua muito alto. O cartão de crédito precisa ser usado com consciência para evitar que a bola de neve dos débitos cresça ainda mais. Os consumidores só devem sentir os efeitos a partir de maio.

A nova regra do Conselho Monetário Nacional (CMN) diz que o consumidor não pode passar mais de 30 dias no crédito rotativo. Depois, o banco deve oferecer uma opção de pagamento mais barata. Antes, a pessoa poderia continuar a pagar o valor mínimo por tempo indeterminado. É importante lembrar que, com as novas regras, o valor da tarifa mínima vai aumentar. Ao optar pelo rotativo, o cliente pagará o valor mínimo mais o saldo acumulado para o mês seguinte, com acréscimo de encargos.

Hoje, a inadimplência do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas é de 33,2% do total de operações, enquanto do parcelado é de apenas 1,2%. Para os especialistas, a medida adotada pelo governo pode ajudar a diminuir a inadimplência nessa modalidade de crédito, mas é necessário tomar cuidado. "Mesmo que a condição seja melhor, ainda não é confortável. Não tome essa nova regra como uma forma de ficar tranquilo. É bom lembrar que as altas taxas do crédito rotativo continuam a ser cobradas no primeiro mês de atraso", afirma a economistachefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O consumidor terá a mão várias opções para quitar as dívidas, dependendo do banco escolhido. É preciso ficar atento, porque, em alguns casos, o cliente pode entrar no parcelamento automático, se não escolher uma das modalidades oferecidas pela instituição financeira ao fim do prazo de 30 dias. O consumidor é que deve avaliar a melhor forma de sair do vermelho. Ele deve conferir o Custo Efetivo Total (CET) da operação. A orientação de Marcela Kawauti é de trocar o rotativo e o parcelamento por modalidades mais baratas, como o empréstimo pessoal ou consignado.

CARTÃO DE CRÉDITO 
Atualmente, o cartão de crédito é a principal fonte de endividamento para 76,6% das famílias brasileiras, segundo aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em março.

A Fundação Procon de São Paulo tem uma cartilha que orienta o consumidor a como utilizar o cartão de crédito com consciência. Entre as dicas, estão as informações básicas que devem estar presentes na fatura, o direito ao acesso ao contrato, ente outras. O guia está disponível no endereço www.procon.sp.gov.br.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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