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Representatividade feminina em cargos de liderança é discutida no 3º dia da Plenafisco
25 de outubro de 2024O Painel 6 debateu os desafios enfrentados pelas mulheres na conquista de espaços de poder, com enfoque na baixa representatividade feminina em cargos de liderança. Fizeram parte do debate a jornalista Fabiana Moraes, vencedora de três prêmios Esso, Marlúcia Paixão, diretora de comunicação da Fenafisco e ex-presidente da entidade, Enedina Soares, primeira mulher vereadora de Caucaia.
Fabiana Moraes, em sua fala, destacou a importância da educação como ferramenta de transformação para as mulheres, especialmente para aquelas de classes sociais mais baixas. Ao compartilhar sua experiência pessoal, Fabiana relatou as dificuldades que enfrentou para acessar a educação, refletindo a realidade de milhares de mulheres no Brasil. “Sou a primeira pessoa da minha família a entrar em uma universidade e isso mudou tudo”, afirmou, enfatizando que a entrada de mulheres nas universidades é um passo fundamental para quebrar barreiras e aumentar sua representatividade nos espaços de decisão.
A diretora de comunicação da Fenafisco, Marlúcia Paixão trouxe sua experiência no movimento sindical e ressaltou a importância da participação feminina nesse campo. Ex-presidente da Fenafisco e primeira mulher a liderar o sindicato dos bancários da Bahia, Marlúcia defendeu a adoção de medidas concretas para garantir a inclusão das mulheres em cargos de liderança. “A gente precisa não só no 8 de março distribuir as flores, mas tomar medidas efetivas. Precisamos falar em cotas no serviço público e no sindicalismo”, argumentou, propondo ações afirmativas que possam acelerar o processo de equidade de gênero nas esferas de poder.
Enedina Soares, presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), acrescentou que a baixa representatividade das mulheres reflete diretamente na formulação de políticas públicas. “A gente também está falando da necessidade de uma mudança cultural. Uma mudança que muitas vezes a gente discute aqui, mas quando voltamos para casa reproduzimos o mesmo modelo…Qual é a contribuição que a gente vai dar para a construção de novas lideranças e de um modelo de sindicalismo que tenha uma visão de um comprometimento com as lutas da sociedade”, questionou Enedina, chamando atenção para a reprodução das desigualdades que impacta o cenário político e sindicalista.
O painel contou ainda com a participação de Marise Elerati, diretora do Sindifisco-MG, como moderadora, e Patrícia Leal, diretora do Sindifisco-PE, como debatedora.
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