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Relator se rende às “exceções”
21 de abril de 2017Deputado federal que conquistou o cargo de relator da comissão especial que trata da Reforma da Previdência por causa de sua relação próxima com o governo, Arthur Maia (PPS-BA) tem se distanciado dos objetivos do governo na reforma. Antes mesmo de ser oficialmente escolhido como relator da comissão especial que trata da Reforma da Previdência, em dezembro, o deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) já elogiava o texto e chamou a proposta de "grandiosa" por submeter todos os trabalhadores a uma mesma regra geral "do gari ao presidente da República".
Maia revelou que, em conversa com o presidente Michel Temer, eles ressaltaram a importância de não "se abrir a porteira para exceções", o que seria, admitiram, muito "tentador" diante das pressões.
Ao longo das negociações na comissão especial, no entanto, Arthur Maia tem se rendido às exceções. Na reta final para a divulgação do relatório final, os sinais ficaram ainda mais evidentes.
Após um protesto de policiais no Congresso, Maia concordou com uma idade mínima menor para a aposentadoria da classe de 60 anos para 55 anos. Na quarta-feira (19), no dia da leitura do relatório final na comissão, ele quebrou um acordo com o governo e sinalizou que vai alterar a regra de transição para os servidores públicos. No início da semana, ele tinha combinado com o Executivo um endurecimento das regras. A mudança ocorreu um dia depois de receber manifesto de nove entidades representativas de juízes e procuradores com críticas à decisão de permitir paridade (direito de continuar recebendo os reajustes de quem está na ativa) e integralidade (direito a manter o salário integral de quando estava na ativa) só para servidores que se aposentarem com idade mínima de 65 anos.
A tendência de recuo também apareceu nas regras para a aposentadoria do trabalhador rural. De forma inesperada, o relator informou que a idade mínima para a aposentadoria das mulheres na área rural seria de 57 anos e não mais de 60 anos, como havia informado na véspera.
Uma avaliação entre técnicos do governo é que o deputado tem uma situação frágil uma vez que foi citado nas delações da Operação Lava Jato. Diante disso, acaba mais suscetível às pressões das diferentes categorias. Assim, se distancia cada vez mais do papel de aliado do governo e se torna um fogo amigo.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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