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Região Sudeste é o “epicentro” dos abalos

18 de março de 2009





A crise atual, de acordo com o estudo do Ipea, tende a impactar mais profundamente as regiões mais densamente industrializadas. Neste sentido, a região Sudeste seria o “epicentro” da crise no Brasil. Em seguida, os efeitos migrariam para as demais regiões, como o Sul e o Nordeste. O abalo atingirá em cheio, primeiramente, os segmentos produtores de máquinas e equipamentos, para em seguida instalar-se nos setores produtores de bens intermediários e bens de consumo.

Para fundamentar sua análise, o grupo de pesquisadores do Ipea utilizam dados da produção industrial brasileira, que sofreu uma queda acentuada em dezembro de 2008 em todas as cinco regiões analisadas – os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e a região Nordeste. A queda foi mais forte em São Paulo e em Minas, que concentram grande parte da indústria de bens de capital, indústria automotiva e parte importante da produção de bens de consumo duráveis.

Do ponto de vista do emprego, o Ipea também observa, com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho) uma maior eliminação de postos de trabalho (diferença entre admitidos e desligados) nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Dos 654.946 postos destruídos em dezembro de 2008, 451 mil postos foram eliminados nesses quatro estados. Em janeiro de 2009, a região Sudeste concentrou 55% do total de desligados.

Isso não significa que os estados do Nordeste estejam imune à crise no quesito desemprego. Ne região, Ceará e Pernambuco são os estados mais atingidos, revela o Ipea. Em relação à renda, quase 90% dos que perderam emprego em janeiro deste ano percebem até três salários mínimos.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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