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Reformas podem ficar travadas
12 de abril de 2017A equipe econômica de Michel Temer acredita que a divulgação dos inquéritos abertos contra ministros e congressistas deve atrasar a pauta de votações das reformas propostas pelo governo, em especial a da Previdência – o que pode dificultar sua aprovação e aumentar as pressões pela flexibilização dos projetos.
Em conversas recentes, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) disse a colegas de governo e auxiliares que esperava que o avanço da Lava-Jato deveria afetar o cronograma das reformas “em algumas semanas”, devido à mudança de foco dos oito ministros e 63 parlamentares citados nos inquéritos abertos pelo Supremo.
Os integrantes da equipe econômica temem que os deputados e senadores passem a se ocupar de pautas ligadas à Lava-Jato, como a anistia ao caixa dois ou a punição a abusos de autoridade. Assim, as reformas poderiam ficar em segundo plano e sem chance de aprovação no primeiro semestre, como queria o governo.
O atraso ampliaria ainda a pressão sentida pelos parlamentares devido à proximidade do ano eleitoral. Desgastados pela Lava-Jato, avaliam integrantes da Fazenda, os congressistas evitariam votar a favor de uma reforma impopular como a da Previdência. Nesse cenário, o governo poderia ter que fazer mais concessões para garantir a aprovação do texto.
Cobrança
Horas depois da divulgação de pedidos de abertura de inquérito contra oito ministros de seu governo, o presidente Michel Temer reuniu alguns de seus principais auxiliares no Palácio do Planalto e disse que vai centralizar as articulações com o Congresso para evitar a derrota da reforma da Previdência. Diante do ministro Henrique Meirelles, o presidente afirmou que sua estratégia é mostrar avanços na agenda do Palácio do Planalto para sinalizar que seu governo não ficará “paralisado” pela lista de autoridades investigadas com autorização do STF.
Temer disse a sua equipe que vai manter a cobrança pela manutenção do cronograma da reforma, para que o projeto seja aprovado na Câmara e no Senado ainda no primeiro semestre.
O presidente manteve o discurso de que a lista de inquéritos não trouxe surpresas, uma vez que detalhes sobre as delações de executivos da Odebrecht que embasaram os pedidos de investigação já haviam sido divulgados pela imprensa.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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