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Reformas no teste das ruas
28 de abril de 2017Quase cem anos após a primeira greve geral no Brasil, as centrais sindicais e a Frente Povo Sem Medo prometem parar o Estado e o Brasil hoje na manifestação contra as reformas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), em especial a trabalhista, aprovada anteontem na Câmara dos Deputados, e a da Previdência. Dezenas de categorias de diversos segmentos deliberaram pela paralisação. Líderes religiosos, como o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, também enviaram mensagens convocando para mobilização.
A primeira greve geral registrada no Brasil aconteceu em julho de 1917. Na época, os grevistas pediam regulamentação do trabalho de menores e mulheres, redução da jornada de trabalho que se estendia até 12 horas diárias e garantias trabalhistas. A data, 28 de abril, foi escolhida por ser o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho
Estão previstas manifestações nas principais cidades do País. No Recife, a greve geral terá início a partir da meia-noite de hoje, quando representantes de sindicatos devem percorrer garagens de ônibus e estações de metrô para mobilizar as categorias. Rodoviários e metroviários aderiram à paralisação. O ato maior está programado para as 15h, uma caminhada com saída da Praça do Derby, passando pela Avenida Conde da Boa Vista, até a Praça da Independência. A concentração será às 14h.
No dia 15 de março, houve paralisação dos trabalhadores em repúdio às propostas de Temer. A diferença desta vez é que mais sindicatos e categorias entraram na causa. A maior greve geral já registrada na história do Brasil foi em 1989, no governo Sarney
A lista dos segmentos que devem paralisar, ainda que parcialmente, as atividades é extensa: professores da rede pública, de universidades públicas e privadas e de algumas escolas privadas, servidores públicos de diversos órgãos e poderes, rodoviários, metroviários, bancários e aeroviários são algumas das categorias que vão aderir. Muitas categorias anunciaram apoio aos protestos de hoje, mas, apesar disso, não devem paralisar as atividades, principal aquelas ligadas à iniciativa privada.
Em entrevista coletiva ontem, os representantes sindicais tentaram dissociar a mobilização do caráter político-partidário e centraram os ataques nas reformas de Temer. Quanto ao tamanho da greve, eles afirmam que é impossível dimensionar, mas que essa será "uma das maiores da história". A última greve geral do Brasil aconteceu no dia 15 de março de 1996. Nesse dia, serviços essenciais, como os transportes de massa, chegaram a ser interrompidos em algumas cidades no início da manhã, estratégia considerada essencial para garantir a adesão de trabalhadores a uma paralisação.
"A greve, neste momento, já é vitoriosa, porque toda sociedade pernambucana está pulsando esta informação. Teremos atos em mais de 30 cidades de Pernambuco. Inclusive muitos municípios do interior terão ponto facultativo em razão da grande mobilização para greve", afirmou Paulo Rocha, vice-presidente da CUT-PE, uma das centrais sindicais que convocaram a paralisação.
Sobre o engajamento da população, num dia em que os serviços de transportes devem estar paralisados ou reduzidos, o presidente da Nova Central Sindical, Israel Torres, diz que estão sendo feitas panfletagens para explicar o motivo da greve geral. No 1º de Maio, dia do trabalhador, as centrais planejam nova manifestação. A data já é marcada por mobilizações. Segundo o presidente do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), Áureo Cisneiros, todas as centrais sindicais estão mobilizadas para o feriado.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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