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Reformas expõem a divisão no PSB

26 de abril de 2017

O PSB bateu cabeça ontem, um dia após a Executiva nacional do partido fechar questão contra as reformas da Previdência e Trabalhista.
 
Vice presidente nacional da legenda, Paulo Câmara enfatizou que discordava da iniciativa socialista e classificou a decisão como "precipitada". A declaração do governador foi divulgada por meio de uma nota pouco antes do encontro que ele teve com o presidente Michel Temer (PMDB), com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e demais governadores do País. Nessa reunião, Paulo reiterou o apoio à reforma previdenciária (veja texto abaixo).

Na nota, Paulo reforçou declarações anteriores em que destacou a necessidade de mais diálogo sobre a Reforma da Previdência. A reportagem do Jornal do Commercio procurou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para comentar o posicionamento do governador, mas o dirigente não atendeu.

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB), que é contra a reforma previdenciária, avaliou a declaração de Paulo Câmara. "Tenho absoluta fidelidade à liderança do governador, mas nessa parte (avaliação que a direção do PSB foi precipitada) eu divirjo", afirmou.

A nota de Paulo Câmara foi apenas mais ingrediente no ambiente de mal-estar no PSB. A bancada federal do partido se reuniu na noite de ontem e os parlamentares ligados a Temer defenderam que a Executiva nacional da legenda volte atrás em sua decisão de fechar questão contra a reforma da Previdência.

"É um direito dos parlamentares fazerem um apelo de reconsideração, mas não vejo vício na decisão que possa revertê-la. Quem não está de acordo com a decisão da direção, se organiza e luta para mudá-la no Congresso do PSB em outubro. Não há estranheza nenhuma no fechamento de questão", defendeu Tadeu Alencar.

O deputado federal Danilo Cabral (PSB), também contrário à Reforma da Previdência, não foi encontrado para falar sobre a nota do governador e a reunião da bancada federal. Na manhã de ontem, portanto antes de Paulo Câmara se pronunciar, o parlamentar falou à Rádio Jornal e salientou que a decisão da Executiva nacional era soberana já que ela é a instância decisória do PSB. "Cabe agora a todos os parlamentares seguirem a decisão ou assumirem as consequências de um ato de desobediência. Quem não seguir a decisão da direção, o estatuto permite até a expulsão desses parlamentares", afirmou.

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), pai do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, e um dos defensores da Reforma da Previdência, também quer uma revisão do fechamento de questão tomado pela Executiva nacional do PSB. Ele pede que os parlamentares socialistas "possam desempenhar suas funções conforme seu livre convencimento e convicção pessoal".

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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