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Reforma tributária fica para 2009

3 de dezembro de 2008

 

 

 


Aconteceu aquilo que os governadores já sabiam, mas que oficialmente diziam que fariam tudo o que estivesse ao seu alcance para resolver a questão: a reforma tributária só será votada em 2009, depois do recesso parlamentar. Ontem, no final da sessão o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, admitiu que não será possível concluir este ano a votação “embora seja possível iniciá-la ainda neste ano”.

Conversa. Arlindo Chinaglia melhor do que ninguém sabe que a falta de vontade da base aliada de resolver a questão é maior do que a disposição da Oposição de obstruir a pauta da casa para poder fazer uma análise técnica do substitutivo do relator Sandro Mabel (PR-GO) por um grupo de trabalho. Mabel não quer isso, pois sabe que se esse “grupo de trabalho” fizer uma análise, seu relatório vai para o espaço.

Pode parecer estranho, mas os governadores nordestinos que ainda olham desconfiados para a proposta de trocar incentivo fiscal pelo dinheiro de um fundo que nem eles mesmos sabem quanto será, tenham jurado apoio ao projeto e não tenham mobilizado seus deputados para fechar um acordo de votação. Mas na verdade, eles estão adorando essa prorrogação porque poderão continuar “batalhando” empresas para seus Estados. Nenhum deles deixou de mandar seus secretários conversarem com empresários interessados em implantar novos projetos. Aí, quando Aécio Neves disse esta semana que tinha passado o momento, nenhum deles ligou para seus deputados em Brasília pedindo a aprovação do projeto.

» Prorrogação?

O presidente Lula sugeriu aos governadores do Nordeste que prorroguem o pagamento do ICMS por pelo menos 45 dias, de modo a criar capital de giro para as pequenas e médias empresas. Os governadores olharam entre si e se perguntaram: sim, mas o que nós ganhamos com isso?

 

Fonte: Jornal do Commercio

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