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Reforço para todos os adultos

17 de novembro de 2021

O Ministério da Saúde ampliará a dose de reforço da vacina contra a covid-19 para todos os adultos de 18 a 59 anos. Antes, a medida era autorizada para idosos, imunossuprimidos – pessoas com baixa imunidade, isto é, com câncer, HIV ou transplantadas, por exemplo – e profissionais de saúde. O intervalo, que antes era de seis meses para os três grupos, cairá para cinco para todo o público-alvo.

“Acima de cinco meses da segunda dose, independente da idade, já se pode buscar a sala de imunização. Ocorre que, no início da campanha, foi por faixa etária e também em função de comorbidades. Então, acaba seguindo esse mesmo cronograma: aqueles que têm a vacina mais antiga vão ter acesso (ao reforço) primeiro”, afirmou o ministro Marcelo Queiroga.

A dose de reforço será, preferencialmente, da Pfizer. Na falta dela, Janssen ou AstraZeneca devem ser administradas. A decisão se baseia nos resultados preliminares de estudo da Universidade de Oxford, encomendado pela pasta, que mostra que a vacinação heteróloga, isto é, com imunizantes de laboratórios diferentes, aumenta a resposta imune. Segundo a pasta, 10,7 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço até o momento.

“Nós temos doses de vacina suficientes para garantir que cheguem tempestivamente a todas as 38 mil unidades de saúde no Brasil”, garantiu Queiroga. A pasta estima que, a partir de agora, mais de 100 milhões de pessoas estarão aptas a recebê-la nos próximos meses, sendo 12,4 milhões em novembro; 2,9 milhões em dezembro; 12,4 milhões em janeiro; 21,5 milhões em fevereiro; 29,6 milhões em março; 19,6 milhões em abril; e 4,3 milhões em maio.

O planejamento da pasta para o novo ciclo de vacinação em 2022 já considerava uma dose de reforço para pessoas de 18 a 60 anos e duas doses (uma em cada semestre) para idosos com mais de 60 anos e imunossuprimidos. Para o próximo ano, a pasta decidiu usar 354 milhões de doses. Além disso, pode haver extensão do público-alvo para menores de 12 anos, por exemplo, caso haja aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre os pontos a serem considerados, está a disponibilidade de doses da pasta. Dados da projeção de entregas da pasta, atualizados semanalmente, indicam a entrega de 86,2 milhões de doses ao longo de novembro. Ainda segundo o ministério, o Brasil também deve receber 111,2 milhões em dezembro. Esses números, porém, podem mudar até o fim do ano, já que parte do quantitativo depende de confirmação dos laboratórios sobre a disponibilidade de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para produzir os imunizantes.

JANSSEN

Pessoas que tomaram a vacina da Janssen, da farmacêutica Johnson & Johnson, precisarão tomar uma segunda dose do imunizante. A aplicação deverá ser feita dois meses após a primeira dose. O reforço para essas pessoas será feito cinco meses após o esquema vacinal completo.

“No início, a recomendação era de que essa vacina fosse de dose única. Hoje, nós sabemos que é necessária essa proteção adicional. Esses que tomaram a vacina da Janssen vão tomar a segunda dose do mesmo imunizante”, afirmou o ministro da Saúde.

Sobre o anúncio, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) afirmou que irá discutir, nesta quarta (17), o assunto com o Comitê e os municípios, para pactuação. “Importante frisar que o próprio órgão federal, na coletiva, informou que irá garantir as vacinas para contemplar esse novo público com o reforço”, diz a nota. O Estado tem em torno de 5,5 milhões de pessoas entre os 18 e 59 anos.

Fonte: Jornal do Commercio

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