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Redução de secretarias em análise
26 de agosto de 2015Um dia depois da presidente Dilma Rousseff (PT) anunciar a redução de dez dos 39 ministérios, o governador Paulo Câmara (PSB) disse ontem não descartar a possibilidade de reduzir o número de 22 secretarias do estado. “Não descarto até o final do ano fazer algum tipo de reforma. Isso vai depender dos próximos meses”, declarou o socialista, referindo-se ao desdobramento da crise financeira enfrentada pelo país. Ele falou sobre o assunto depois da solenidade de formatura dos novos sargentos da Polícia Militar, no Centro de Convenções.
Ao comentar uma possível redução de secretarias, Câmara lembrou da reforma feita em 2013 pelo ex-governador Eduardo Campos e da que ele promoveu no início do ano. “Então, em virtude da crise, estamos verificando pasta a pasta, cada projeto e não descarto a possibilidade de uma reforma”, assegurou o socialista.
Na última segunda-feira, o governador anunciou um corte de R$ 920 milhões das despesas com a administração pública. Quando questionado sobre as consequências da medida, o socialista usou a palavra “aperto” para definir a situação. “Não podemos negar isso. As dificuldades da queda de receita são muito grandes”, observou. Paulo Câmara ressaltou que o governo entra agora em segunda etapa de redução de gastos diante de um cenário “pessimista” que, segundo ele, mostrou-se ainda pior com o passar do tempo. “O que a gente previa de difícil está sendo muito mais difícil e não apenas em Pernambuco, mas principalmente no Brasil “, observou.
O governador deixou claro que os secretários, pela experiência adquirida em suas pastas durante os quase oito meses de governo, conhecem exatamente os setores que serão atingidos. Câmara, no entanto, antecipou medidas mais duras. “É o caso de shows, festas e apoios que nós vamos restringir totalmente a partir de agora. Não temos mais condições de bancar isso”, assumiu, acrescentando que o enxugamento não poupa nem o gabinete do governador. “Vamos olhar contrato a contrato para ver o que vamos fazer. O tempo exige isso”.
Sobre a realização de concursos, o socialista disse que o governo vai manter os que estão em andamento, mas as nomeações ficaram suspensas enquanto o estado estiver acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Já em resposta aos questionamento do deputado Edilson Silva (PSol) sobre as despesas do governo na compra de bebidas e comidas para o buffet servido no palácio, Câmara foi taxativo.
“Quem me conhece, quem me acompanha sabe muito bem que não tenho excesso nenhum. A gente só faz solenidade quando é extremamente necessário”, disse, citando o almoço servido na semana passada ao presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
Candidato
O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, ganhou o aval do PSB para disputar a Prefeitura de Olinda. “Hoje, ele é o pré-candidato do partido”, disse o presidente estadual da sigla, Sileno Guedes. Nessa condição, o socialista tem conversando com lideranças locais e, em setembro, o PSB inicia a Agenda 40 para trabalhar o nome dele no município.
Fonte: Diario de Pernambuco
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