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Redesenho para tornar o governo mais eleve

20 de novembro de 2013
O governador Eduardo Campos (PSB) envia, hoje, à Assembleia Legislativa, o projeto de lei para implementar uma nova reforma administrativa no governo a partir de janeiro, com redução e mudanças de seis a sete secretarias estaduais. No organograma da gestão, divulgado no portal do governo, constam 30 cargos com status de primeiro escalão, porém, dois deles (Gabinete do Governador e a Procuradoria Geral), não são vistos de fato como secretarias. A previsão, por isso, é que o número de pastas oficiais caia de 28 para 21. A mudança é uma forma de encaixar o discurso socialista de críticas ao excesso de ministérios do governo Dilma Rousseff (PT). São 39, ao todo. 
 
A reforma foi desenhada pelo núcleo duro do governador, formado especialmente pelos secretários de Planejamento, da Casa Civil e de Administração, respectivamente Fred Amâncio, Tadeu Alencar e Décio Padilha. Os três passaram o dia de ontem reunidos com o governador, que havia voltado de São Paulo, onde teve encontro com empresários. O resultado do encontro não foi revelado à imprensa. 
 
O que ficou certo, ao menos extraoficialmente, é que a Secretaria de Cultura não será mais anexada à pasta de Educação, como vinha sendo cogitado. A possibilidade foi vazada por socialistas, mas sofreu forte reação no meio cultural. O episódio também gerou atrito nas redes sociais entre o ex-secretário de Cultura do Recife – o petista Roberto Peixe – e o secretário de Imprensa do governo, Evaldo Costa. 
 
Shakespeare
Peixe fez críticas à condução da cultura pelo governo, justificando que Pernambuco era o único estado no Brasil a não ter aderido, até hoje, ao Sistema Nacional de Cultura. Evaldo retrucou: “é impressionante como a leviandade pode gerar, como Shakespeare, tanto barulho por nada. Quem disse a Roberto Peixe que a Secretaria de Cultura seria extinta?”, indagou.
 
O redesenho do secretariado também gerou desentendimentos, recentemente, na Assembleia Legislativa, entre oposição e governistas. O deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) questionou, na semana passada, o porquê de a decisão estar sendo tomada só agora. “Estamos discutindo um redesenho no organograma em função de tarefas que já foram cumpridas e, ao nosso ver, diante da situação econômica geral, é importante que a gente faça este movimento (de reduzir)”, disse, na época, Eduardo Campos.
 
Segundo avaliação de um socialista, contudo, o governador não vai mexer em secretarias de cunho social para evitar desgastes políticos. Então, ele vai optar por extinguir pastas como a Secretaria da Copa e a Assessoria ao Governador, além da Articulação Social e Regional, esta última sendo absorvida pela Secretaria de Governo. 
 
Nas apostas, há previsão de juntar Recursos Hídricos e Transportes numa única e superpasta – a Infraestrutura – enquanto as secretarias de Desenvolvimento Social e Trabalho seriam absorvidas, respectivamente, pelas pastas de Planejamento e Desenvolvimento Econômico. No enxugamento, contudo, uma das poucas coisas cogitadas foi a economia das mudanças para o estado.
 
Saiba mais
Confira as secretarias que podem sofrer mudanças, ser extintas ou absorvidas por outras
Trabalho e Qualificação
Ana Cláudia Dias Rocha
 
Recursos Hídricos
José Almir Cirilo
 
Articulação Social e Regional
Aluísio Lessa
 
Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
Laura Gomes
 
Transportes
Isaltino Nascimento
 
Assessoria ao governador
Ariano Suassuna
 
Secretaria Extraordinária da Copa 
Ricardo Leitão 

Fonte: Diario de Pernambuco

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