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Recife vai ganhar 500 placas turísticas

7 de agosto de 2013
Em frente à Central de Artesanato, no Bairro do Recife, o contraste do novo prédio com uma antiga e apagada placa denuncia que um detalhe – fundamental para o turismo – foi esquecido em meio ao processo de resgate da região. Enquanto os velhos armazéns assumem novas cores e funções, a informação continua negligenciada aos visitantes, deixando muitos perdidos. Problema recorrente em pontos turísticos da cidade, a falta de mapas e placas com informação geográfica e histórica começará a ser reparada no fim do mês, com o início da instalação de 500 placas e mapas nas principais regiões turísticas da capital.
 
Se dependesse das placas existentes, a cantora paulista Hilda Fernandes, 47 anos, uma dos 225 mil turistas a visitarem mensalmente o Recife, não conseguiria encontrar as atrações. Poucas e destruídas, elas têm informações básicas, como na Rua do Bom Jesus e na Torre Malakoff. Pouquíssimas preservam a tradução em inglês e nenhuma tem texto em braille. Algumas, como no Marco Zero e a na Praça do Arsenal, estão em branco. 
 
“Se não fossem conhecidos que tenho aqui, eu ficaria perdida”, lamenta Hilda. A opinião é compartilhada por quase metade dos visitantes que vêm ao município. Em 2012, só 59,57% consideraram ótimas ou boas as sinalizações urbanas e turísticas. 
 
A maioria das placas foi instalada na gestão do prefeito João Paulo (PT), há pelo menos cinco anos. Em 2008, um projeto foi elaborado, mas não saiu do papel . Os recursos assegurados via Ministério do Turismo estavam travados. O documento foi atualizado pela atual administração, que assinará a ordem de serviço em 20 dias. O prazo para execução é de nove meses, ao custo de R$ 850 mil. 
 
Serão afixadas placas de rua (perto dos semáforos); de localização, em frente aos monumentos; explicações em inglês, português e braille; e placas direcionais para pedestres. O Bairro do Recife será o primeiro atendido e o restante do cronograma vai ser definido. “Estamos aguardando um parecer da Caixa Econômica Federal para iniciar o serviço. Queremos terminar dentro de três meses”, explica o secretário de Turismo e Lazer do Recife, Felipe Carreras. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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