Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Recife importa mão de obra

15 de maio de 2014

Recife absorve a massa de 316 mil ocupados do total de 494 mil da área metropolitana que se desloca diariamente do município de origem para trabalhar. Eles vêm em busca de melhores ocupações com maiores salários. Jaboatão é quem mais exporta mão de obra para a capital, totalizando 114 mil trabalhadores/dia circulando no metrô, nos ônibus e nos trens. Uma guerra diária para chegar ao emprego enfrentando os gargalos da mobilidade urbana. O resultado é a baixa produtividade e os problemas de saúde, causados pelo estresse. 

Estudo da Agência Condepe/Fidem sobre a mobilidade para o trabalho na área metropolitana, divulgado ontem, confirma a concentração de ocupados no Recife. São trabalhadores como a doméstica Severina Maria de França, 32 anos, que mora em Jaboatão e trabalha nos Coelhos. 
Gasta mais de duas horas por dia com o deslocamento casa-trabalho e trabalho-casa. “É muito cansativo. O metrô está sempre cheio,” reclama. O principal atrativo para ela trabalhar longe de casa é a opção de emprego com salário maior. 

O cozinheiro Eliezer Rodrigues de Almeida, 49 anos, mora em Camaragibe. Todos os dias é a mesma rotina: pega o metrô e dois ônibus para chegar ao emprego no Espinheiro. São mais de duas horas de deslocamentos. “Peguei uma estafa e estou com problemas no coração por causa do estresse. Se tivesse um emprego bom e perto de casa, era muito melhor”. 

Para Rodolfo Guimarães, diretor de pesquisas e estudos socioeconômicos da Agência Condepe/Fidem, os fluxos migratórios de Jaboatão, Olinda e Paulista para o Recife se devem à expansão da metrópole. “A população está crescendo para fora do município. Sem contar que Recife é polo, mais atrativo, e paga melhores salários”. Ele cita o setor de serviços diversificados como atrativo de mão de obra de outros municípios para a capital. 

Jairo Santiago, coordeanador-geral da PED-Dieese no Recife, destaca que o alto fluxo migratório de trabalhadores impacta na produtividade. O motivo: a baixa mobilidade urbana que afeta o desempenho do empregado. Santiago diz que não é à toa que os antigos cotonifícios no Recife construíam vilas para os funcionários próximas à fábrica. 

Ocupados na Região Metropolitana do Recife – 2013
Trabalham fora do domicílio ( em mil pessoas)
Abreu e Lima 23
Araçoiaba –
Cabo de Santo Agostinho 22
Camaragibe 28
Igarassu 12
Ipojuca –
Itamaracá –
Itapissuma –
Jaboatão dos Guararapes 143
Moreno –
Olinda 98
Paulista 69
Recife 64
São Lourenço 22
Total que trabalha fora na RMR 494
Total de ocupados na RMR 1.615

Principais fluxos de deslocamento dos ocupados 2013 (em mil)
Jaboatão-Recife 114
Olinda-Recife 83
Paulista-Recife 50
Recife-Jaboatão 24
Camaragibe-Recife 23
São Lourenço-Recife 17

Principais ramos de atividades dos ocupados que trabalham fora na RMR (em mil)
Comércio 83
Adm. Pública, Educação, Saúde, Serv. Sociais 96

Renda média pessoal dos ocupados que trabalham fora na RMR
Total dos ocupados R$ 1.360,01
Residentes no Recife R$ 1.806,73
Residentes em Jaboatão R$ 1.279,94
Residentes em Olinda R$ 1.456,79
Residentes em Paulista R$ 1.405,23

Fonte: Diario de Pernambuco

Notícias