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‘Rebelião’ e quentinhas às escuras

12 de julho de 2017

Com direito a almoço de quentinhas no escuro, a mesa do plenário do Senado Federal foi ocupada por senadoras de oposição que se amotinaram por quase sete horas contra a aprovação da reforma trabalhista. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), passou quase todo o dia tentando retomar o posto. “É a primeira vez que vi isso na minha vida”, afirmou. Diante da impossibilidade de ter votos suficientes para derrotar o governo na reforma, a oposição recorreu à ocupação do espaço físico da mesa logo no final da manhã.

Um grupo de cinco senadoras participou da tentativa de barrar a votação: Fátima Bezerra (PT-RN) sentou-se na cadeira da presidência e foi acompanhada por Gleisi Hoffmann (PT-PR), Regina Souza (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), que sentaram-se ao lado. Cerca de uma hora depois, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) uniu-se ao grupo: “Companheiras, estou aqui”.

A resistência das senadoras em deixar a mesa irritou Eunício, que desligou os microfones e ordenou que as luzes fossem apagadas. O plenário permaneceu às escuras até pouco depois das 16h, quando foram feitos os primeiros movimentos para retomada da sessão. “Eu vou assumir e vou desligar o som. Com licença, Fátima, com licença. Está encerrada a sessão e não tem som enquanto eu não sentar à presidência da mesa”, afirmou.

Ao sair, Eunício disse que “nem na ditadura se fazia isso”. Após as cerca de sete horas, as senadoras deixaram voluntariamente a mesa. Segundo Fátima, elas avaliaram que o “gesto político” contra a reforma atingiu seu objetivo.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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