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Reajuste da tabela será escalonado

11 de março de 2015

Fragilizado politicamente e com o risco de ser derrotado mais uma vez no plenário do Congresso Nacional, como na derrubada do veto presidencial à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda, o governo foi obrigado a ceder e aceitar a proposta de acordo feita pelo PMDB para corrigir a tributação. Três semanas após ter reiterado que não abriria mão de manter o reajuste de 4,5%, a presidente Dilma Rouseff foi obrigada a capitular e aceitar uma correção progressiva – de 6,5% para as faixas mais baixas até 4,5% entre aqueles com rendimentos maiores.

O governo editou na noite de ontem uma medida provisória com os novos reajustes, que passará a valer a partir de abril. “Chegamos ao valor do ajuste, que é de 6,5% para a primeira faixa e vai gradualmente até 4,5%. Para primeira faixa é 6,5%. Na segunda, 5,5%. Na terceira, 5% e para a mais elevada, 4,5%”, afirmou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, depois de se reunir com parlamentares no gabinete do presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), por cerca de uma hora, no início da noite de ontem. 

Quanto maior o índice de correção, maior o alívio na tributação dos contribuintes. Com o acordo, o Legislativo poderá analisar os vetos presidenciais e votar, ainda hoje, o Orçamento de 2015.

Foi um longo dia de negociações. A equipe econômica, que se debatia contra o reajuste de 6,5% na tabela do IR por temer um impacto de R$ 7 bilhões nas contas públicas, teve que refazer os cálculos e admitir uma perda de pouco mais de R$ 6 bilhões. Levy afirmou que aproximadamente 25 milhões de contribuintes serão beneficiados com as mudanças na tabela. “Em particular, aproximadamente 16 milhões serão beneficiados pela correção de 6,5%, porque a gente está aumentando o teto (de isenção). Esse é o maior contingente dos que pagam imposto. Além disso, há um grupo de 5 milhões na faixa que vai aumentar 5,5%”, afirmou.

Fonte: Diario de Pernambuco

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