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Racionamento mantido na RMR

23 de abril de 2013
A chuva do último fim de semana conseguiu elevar o nível das principais barragens que abastecem a Região Metropolitana do Recife (RMR). A de Pirapama foi uma das mais beneficiadas, registrando um incremento de 4,26 milhões de metros cúbicos. Mas as precipitações não foram suficientes para interromper ou amenizar o esquema de racionamento, que continua sendo de 20 horas com água e 28 horas sem água no Recife. Como a situação das barragens ainda é grave, a Compesa deverá manter o rodízio, que já dura 52 dias, até o fim de maio, conforme estabelecido.
 
As chuvas que ocorreram entre a sexta-feira e o domingo concentraram-se, principalmente, na Zona da Mata e no Litoral, beneficiando reservatórios do sistema da RMR. Pirapama, que estava com 13,4% de sua capacidade, aumentou o nível para 20,36% e Duas Unas, que tinha 24,6%, agora está com 31,1%. O problema é que as chuvas têm sido pontuais e não homogêneas e contínuas. “O cenário não mudou, já que a disponibilidade hídrica é a mesma. Na prática, esses incrementos servem, apenas, para que os técnicos tenham um mínimo de conforto para esperar as chuvas do inverno”, explicou o gerente de monitoramento e fiscalização de recursos hídricos da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Clênio Torres Filho.
 
É justamente por não ter a garantia de normalização do volume que a Compesa prefere manter o regime de fornecimento de água, pedindo à população que continue economizando o recurso. “Embora a chuva tenha sido boa, vamos manter a estratégia e continuar torcendo para que chova mais nas próximas semanas”, afirmou o diretor-regional metropolitano da Compesa, Rômulo Aurélio. A situação dos mananciais e possíveis mudanças no racionamento são avaliadas semanalmente pela Compesa. Caso não chova o suficiente para recuperar o nível das barragens, o rodízio pode ficar ainda mais rigoroso. 
 
O diagnóstico dos reservatórios da RMR é o mesmo para o restante do estado. Segundo Clênio Filho, da Apac, as barragens do Agreste e do Sertão continuam com situação crítica. “O quadro é de seca e calamidade”, definiu. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara), 134 cidades decretaram estado de emergência por conta da seca. Nelas, o abastecimento tem sido feito com carros-pipa. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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