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R$ 200 bilhões em tributos

30 de janeiro de 2016

Os brasileiros pagaram desde o início de 2016 um total de R$ 200 bilhões em impostos, taxas e contribuições, estima o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor exato vai ser alcançado às 6h40 deste domingo, 31 de março. No ano passado, esse volume foi atingido um dia depois, em 1º de fevereiro.

A entidade nota que, embora tenha havido queda em termos reais, a arrecadação do ano passado teve crescimento nominal. "Por causa disso, é ainda mais importante que o governo controle seus gastos e defina prioridades em suas despesas, assim como faz o trabalhador, cujo rendimento médio também caiu", escreveu, em nota, o presidente da ACSP, Alencar Burti.

Localizado na sede da ACSP, no centro da capital paulista, o Impostômetro tem por objetivo "conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária", incentivando-o a "cobrar os governos por serviços públicos de qualidade."

Atualmente, a carga tributária brasileira equivale a aproximadamente 35% do Produto Interno Bruto (PIB), uma das mais altas taxas do mundo.

CONSELHÃO

Diante da crise econômica atual, o governo tenta aumentar sua receita através da recriação da CPMF. Anteontem, na reunião que marcou a retomada do Conselho Econômico e Social, a presidente Dilma Rousseff pediu "encarecidamente" que as lideranças empresariais e políticas lutassem pela volta do tributo. Uma eventual recriação significaria cerca de R$ 35 bilhões a mais no caixa do governo.

O outro ponto mais relevante da reunião foi a possível utilização do FGTS dos trabalhadores para garantir empréstimos consignados, medida que foi vista como favorável exclusivamente aos bancos.

O Ministério da Fazenda publicou uma nota em que afirma que houve um salto no estoque de crédito consignado, que passou para R$ 274 bilhões em dezembro de 2015, com crescimento médio anual da ordem de 30% desde 2004. A Fazenda afirma ainda que as taxas de juros médias têm se situado entre 25% e 30% ao ano e classificou o número como baixas, "sobretudo se comparadas a outras modalidades de crédito."

Em defesa da ação que estimula o crédito, a pasta afirma que uma vez que o desconto em folha virtualmente elimina esse risco, a taxa de juros cobrada pelo empréstimo é reduzida substancialmente.

Com o objetivo de recuperar a economia e melhorar o consumo, a Fazenda afirmou que a MP tenta, numa perspectiva macroeconômica, melhorar a potência da política monetária na medida em que cria um vetor de expansão do crédito livre. O problema é que foi exatamente este tipo de política que ajudou a fomentar a crise atual.

Fonte: Jornal do Commercio

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