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Quer comprar dólar mais barato? Corra

10 de abril de 2014

Depois de operar em alta durante boa parte do dia de ontem, o dólar fechou em baixa a acabou virando a R$ 2,1980, o menor patamar desde 30 de outubro passado (R$ 2,1950), mantendo a trajetória de queda iniciada esta semana. Essa é uma boa notícia para quem está planejando uma viagem, pois esta parece ser uma boa hora de guardar alguns dólares, até porque a tendência de queda não deve durar muito tempo. "É difícil prever, mas a tendência da moeda americana é de se valorizar frente ao real", diz o economista Jorge Jatobá.

"Isso acontece por uma questão fundamental: o saldo de transações correntes." Segundo ele, o Brasil tem déficit de transações correntes alto e a balança comercial está registra déficit. "Em suma, estamos mandando mais dólar do que recebendo. A demanda é maior que a oferta, por isso a tendência é de desvalorização do real", assegura.

Leandro Lima, gestor de investimento da Finacap DTVM, diz que o dólar entrou na atual tendência de queda por causa da variável política, cada vez mais forte nas decisões do mercado, com a proximidade das eleições presidenciais de outubro. "Se fosse apenas pela balança comercial, era para o dólar estar em alta", ratifica. "Até o ano passado as expectativas do mercado estavam vinculadas à retirada dos estímulos do FED na economia americana (que valorizava o dólar). Depois a chave virou para o ajuste fiscal, numa maior cobrança em relação aos malabarismos contábeis do governo e desde o início do mês a chave virou para a questão política", salientou.

Por outro lado, o aumento da taxa de juros no Brasil estimula a entrada de dólares na economia por outra ponta, que não a comercial. Investidores estrangeiros terminam procurando mercados emergentes com certo nível de segurança que pagam juros altos como o Brasil e as empresas nacionais passam a captar recursos externos para fugir dos juros altos. "No curto prazo temos a entrada de recursos e captação lá fora, além de formação de expectativa com a variável política", resume Lima.

Fonte: Jornal do Commercio

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