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Quando a denúncia funciona

21 de maio de 2014

As denúncias dos consumidores têm levado os órgãos de fiscalização a intensificarem as ações nos supermercados. Após a criação da operação conjunta, reunindo Vigilância Sanitária, Procon-PE, entre outras autoridades, o volume de telefonemas e emails indicando irregularidades cresceu exponencialmente. Apenas o Procon, que registrava uma média mensal de 20 reclamações contra os supermercados no 0800.282.1512, já acumula mais de 6 mil denúncias desde março. As informações recebidas procedem, de acordo com os órgãos, e estão contribuindo para as interdições, como as realizadas ontem em Boa Viagem, no Bompreço e no RM Express, e em Olinda, no Supermercado Popular.

“A gente recebia uma média de 30 ligações por mês no nosso telefone (3355.2045). Agora são 30 por dia. Fora as 50 ligações por dia que chegam pelo 0800.281.1520. A população realmente está fazendo uso do seu direito e denunciando”, conta Adeilza Ferraz, gerente de Vigilância Sanitária do Recife. Quando registrada a reclamação, ela é encaminhada ao distrito responsável pela localidade do supermercado. O Recife, por exemplo, é dividido em seis distritos.

“Cada um deles monitora os supermercados da área que mais recebem queixas e compara as informações com as notificações já realizadas nos supermercados. O Bompreço de hoje (ontem) havia sido inspecionado em fevereiro, mas não cumpriu com nada do que foi solicitado na época. Então, são planejadas as vistorias”, descreve ela.

No Procon, primeiro há uma separação das reclamações genéricas das de fiscalização. Em seguida, elas são divididas por empresas. “Dessa forma, observamos quais são as filiais mais denunciadas de cada grupo. Damos atenção maior às que possuem mais queixas”, descreve José Rangel, diretor do Procon. Na operação, as informações do Procon e da Vigilância são cruzadas para que as lojas mais denunciadas sejam vistoriadas.

“No começo, quando fomos ao Bompreço de Casa Amarela e ao Extra da João de Barros, que acabaram sendo interditados, já havia mais de 500 reclamações de cada loja. Hoje (ontem), a operação no Bompreço de Boa Viagem foi motivada pelas denúncias na Vigilância. E a do RM Express, por queixas ao Procon. Cada uma com cerca de 100 denúncias”, diz ele.

“Em 99% dos casos, as informações procedem. No Bompreço da Conselheiro Aguiar, por exemplo, os consumidores reclamaram de carne estragada e de baratas. E isso a gente identificou lá, além de outros problemas”, afirma Adeilza Ferraz. Desde março, a operação  já autuou 24 estabelecimentos, sendo que em 21 deles houve interdição parcial ou total.

Fonte: Diario de Pernambuco

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