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Quadrilha desviava R$ 2,5 mi do Estado

9 de agosto de 2013
A quadrilha de contrabandistas e falsificadores de cigarros, presa na última quarta-feira pela Polícia Civil, desviava R$ 2,5 milhões do cofre de Pernambuco por ano. A estimativa é da Secretaria da Fazenda do Estado. As dez pessoas presas no Agreste na Operação Alcatrão operavam um fábrica de cigarros. O produto era falsificação de marcas paraguaias. O grupo realizava, ainda, a venda sem recolhimento de impostos.

O titular da Diretoria Geral de Fiscalização Especial e Controle de Mercadorias (DFM) da Sefaz, Anderson Alencar, explicou que as apurações do Fisco estadual apontam para um rombo de R$ 4 milhões por contrabando de cigarros em Pernambuco. "A quadrilha desbaratada nesta semana respondia por 60% desses valores. Acreditamos que a sua desarticulação freará a atuação dos demais", opinou.

 
A Operação Alcatrão foi desencadeada por uma apreensão feita em outubro do ano passado. De lá para cá foram intensificadas as investigações, ao longo de nove meses, que terminaram na prisão dos acusados, apreensão de 140 mil caixas de cigarro e R$ 50 mil em dinheiro.
 
Na época, os meses seguintes registraram aumento de 20% na arrecadação de impostos após a operação. Alencar comentou que espera reflexo semelhante.
 
Outro ponto forte da Operação foi o fato de desencadear investigações que extrapolam a questão tributária. "São vários níveis de criminalidade. Há lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, crime contra saúde pública", listou Alencar.
 
A Operação Alcatrão foi fruto de ação conjunta da Polícia Civil – através da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (Decot) -, Secretaria da Fazenda do Estado e Receita Federal do Brasil. 

Fonte: Jornal do Commercio

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