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PSDB e DEM ainda indecisos

2 de agosto de 2017

O PSDB chega ao dia da votação da admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer sem tomar uma decisão formal sobre o tema e com quase metade da bancada escondendo sua opção.

Enquanto a ala dos deputados dos "cabeças pretas", que defendem o rompimento com o governo, se digladia com os "cabeças brancas", que defendem a manutenção da aliança, 21 dos 46 parlamentares da bancada tucana não quiseram revelar seu voto ou se disseram indecisos no placar do Estado.

Com 45,6% dos tucanos supostamente em cima do muro, os dois lados acreditam que terão a maioria em plenário. Os governistas apostam em uma vitória apertada, enquanto o outro lado prevê 30 votos contra o presidente Temer.

Sem consenso, o líder Ricardo Tripoli (SP) decidiu liberar a bancada, enquanto a Executiva tucana nem sequer se reuniu. Os dois grupos concordam, porém, que o consenso depende de um acordo sobre a sucessão ao comando do partido. "Temos hoje um presidente que está, mas não é. E outro que é, mas não está. O partido sairá profundamente ferido desse processo", disse o ex-governador Alberto Goldman, vice presidente nacional do PSDB. Enquanto presidente afastado da sigla, senador Aécio Neves (MG) defende a manutenção da aliança com Temer, mas o presidente em exercício, senador Tasso Jereissati (CE), prega o desembarque.

"Não há como unificar a posição antes de resolver o problema da direção", disse o deputado tucano Daniel Coelho (PE), líder dos "cabeças pretas".

Já no DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, 21 deputados dos 29 deputados da bancada (72,4%) não responderam seu voto ou se disseram indecisos. Apenas dois deputados do DEM se disseram à favor da denúncia e cinco contra. Em função do cargo na Câmara, Maia não vota.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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