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Protesto atinge mais o público do que a arrecadação estadual

5 de agosto de 2006

 

O maior prejuízo do movimento grevista dos fazendários é no atendimento ao público. O estrito cumprimento do dever implica em usar o máximo dos prazos legais, colocando-os acima da média de atendimento anterior. Os horários de trabalho também ficam prejudicados, com o constante uso do tempo para reuniões e assembléias. Mas o movimento não foi capaz de reduzir a arrecadação do Estado – nem mesmo quando foi iniciada a greve foi geral, em fevereiro.

A arrecadação de ICMS no primeiro semestre foi de 14,49% em Pernambuco. O Fundo de Participação dos Estados (FPE), redistribuído pela União, cresceu menos: 11,7%. Para se ter uma idéia de como Pernambuco vem arrecadando muito, o crescimento de ICMS de São Paulo foi menor, de 8%, para o mesmo período. Mesmo assim, tanto a Fazenda quanto o Sindifisco consideram que o resultado de Pernambuco poderia ser ainda maior caso não existisse o movimento de estrito cumprimento do dever. A categoria reúne 1,2 mil auditores ativos.

Segundo Pimentel, é do interesse do governo a volta ao trabalho normal, mas não a execução do débito por todos os dias parados. “Queremos um acordo em que eles (fazendários) voltem ao trabalho normal”, afirma Pimentel.

O presidente da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), Celso Muniz, acredita que o sindicato deveria buscar outro meio de reivindicação. “Um movimento que atrapalhe o funcionamento e a arrecadação é ruim para Pernambuco. Devem procurar outra forma de aumentar seus benefícios. E ainda levando em conta que o auditor fiscal é o mais bem remunerado servidor do Executivo de Pernambuco”, afirmou.

O presidente da Associação dos Supermercados de Pernambuco (Apes), Geraldo José da Silva, diz que o setor só não saiu prejudicado pela intensa informatização da Fazenda. “A greve atrapalhou pouco. Cerca de 90% das lojas estão informatizadas e toda a arrecadação está muito automatizada.”

Fonte: Jornal do Commercio

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