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Propostas // CNI lança Agenda Legislativa

26 de março de 2008

Brasília – No lançamento da 13ª Agenda Legislativa da Indústria Brasileira, ontem à tarde, na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, Distrito Federal, o assunto principal, e norte da pauta de reivindicação do órgão de classe fo, mais uma vez, a Reforma Tributária. Único dos 14 itens que compõem a pauta deste ano da CNI a fazer parte de todas as edições dessa agenda, que, como acontece todos os anos, reuniu um bom grupo de políticos e empresários influentes. De dois deles, e de dois “peixes grandes”, o presidente da entidade, o deputado federal por Pernambuco, Armando Monteiro Neto, ouviu a promessa de que “deste ano, isso não passa” ou, melhor ainda, “agora vai”.

O mais enfático foi o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, que garantiu que a casa irá votar as propostas relativas a esse tema, sobretudo a do governo federal, ainda neste primeiro semestre, lembrando também que a não aprovação do tema (discutido, diga-se, desde o primeiro mandatodo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1994) provoca boa parte da imagem negativa de um Congresso “lento”.

Já o presidente do senado, Garibaldi Alves, não quis ser tão detalhista quanto seu colega da Câmara, mas disse que se os deputados conseguirem aprovar a Reforma Tributária no primeiro semestre, é questão de pouco tempo para que o assunto também passe pelo senado e possa ser, enfim, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, virando lei. “É importante, porém, que a Câmara não mude muitas coisas da proposta original do governo, que considero boa, por ser equilibrada, porque isso atrasaria ainda mais esse processo no qual todos queremos pressa”, declarou.

Apesar de ver todos esses anos a proposta ser empurrada para frente, Armando Monteiro Neto declarou-se otimista com o envio ao Congresso, pelo governo, de uma nova proposta sobre o assunto. “Todos os lados amadureceram nessa discussão”, disse ele, enfatizando que, inicialmente, havia muito radicalismo que não fazia as negociações avançarem. Para ele, na questão tributária, o Brasil está aquém até mesmo de alguns de seus vizinhos sul- americanos. “Vários desses países não taxam capital de investimento, por exemplo, como faz o Brasil”, questionou.

Fonte: Diário de Pernambuco

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