Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias

Projeto já provoca racha no governo

5 de agosto de 2016

O governo já começa a rachar em relação à reforma da Previdência Social, antes mesmo do projeto ficar pronto. Os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, estão se debatendo em relação à proposta de unificação dos sistemas previdenciários de trabalhadores da iniciativa privada, servidores e militares. Para Jungmann, mexer na Previdência dos militares será um problema. O ministro da Defesa diz que, particularmente, é contra a unificação dos sistemas. Ele entende que, no setor público, há duas carreiras: dos servidores civis e militares. Mas que a carreira militar obriga a uma série de renúncias em termos de direitos que o servidor civil tem.

Para Eliseu Padilha, não pode haver distinção. Já que o governo terá que enfrentar a batalha da reforma, é preciso que todos deem sua cota de sacrifício e abram mão de privilégios. O ministro reconhece, porém, que não será fácil vencer as corporações. Jungmann diz que as discussões ainda são preliminares. Portanto, será possível chegar a um projeto de consenso e o que o que for decidido, será acatado. No Ministério da Defesa as questões referentes a este tema estão sendo tratadas em reuniões com a participação do secretário?geral do Ministério da Defesa, Joaquim Silva e Luna. Há também neste grupo representantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

O ex?ministro da Previdência do governo Fernando Henrique Cardoso, José Cechin, considera que é natural que haja essa tentativa de luta nos diversos setores da sociedade para preservar benefícios, mas cabe ao governo decidir. “Evidente que as decisões devem sempre ser precedidas de conversas”, enfatizou. “A carreira militar é altamente hierarquizada, com afunilamento progressivo e tem que ser assim. Isso a faz diferente dos outros, mas não justifica que tenha que ter privilégios em relação aos outros”, ressaltou. Ele explicou que se um militar fica 10 anos exercendo a mesma função, obrigatoriamente será afastado e reformado. “Esse é um dado típico dos militares no mundo inteiro".

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

Notícias