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Projeto divide opiniões
5 de janeiro de 2011
O projeto de autoria do Executivo nº 178/2011, que aumenta o salário dos secretários, dos comissionados e dos que possuem função gratificada, divide opiniões. O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchôa (PDT), afirmou que viver com R$ 7 mil, atual salário dos secretários, é difícil por causa dos encargos sociais que existem, como o desconto do Imposto de Renda.
O cientista político Hely Ferreira criticou a celeridade da aprovação do projeto. Ele lembrou que, quando se trata do reajuste salarial para outras classes de trabalhadores, os prazos são mais extensos. Hely concorda, no entanto, que a medida é uma estratégia do governo para que os profissionais qualificados não saiam do setor público.
Já para o gerente regional do Norte e Nordeste da empresa de recursos humanos Gelre (uma das maiores do setor), Krishner Frasão, o aumento ainda está defasado em relação à realidade do setor privado.
Para Frasão, o governo deveria adotar outras medidas para manter os quadros nas estatais. Uma delas é fazer os reajustes necessários ano a ano. ´Primeiro porque evita uma defasagem muito grande e segundo porque não chama tanta a atenção do contribuinte.`
O gerente da Gelre salienta que o salário dos funcionários públicos com DAS-2 (cargos de diretores e gerentes de empresas estatais), que, se aprovados será de R$7.308, equivale a menos da metade do que ganha um gerente de nível iniciante em uma empresa privada.
Fonte: Diário de Pernambuco
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