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Problemas à vista para superplano de servidor
26 de outubro de 2013Mesmo sendo investigado por supostas irregularidades na gestão da gerência regional de Pernambuco da Fundação de Seguridade Social (Geap), entre 2008 e 2009, Luís Carlos Saraiva Neves voltou a ocupar um importante cargo na entidade. No último dia 18, ele assumiu o posto de diretor executivo da Geap Autogestão em Saúde, instituição criada após a cisão da fundação e que é responsável pela operação do superplano de saúde dos servidores públicos. Entre esses dois momentos, o médico ainda foi o assessor institucional da Intervenção feita pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) na Geap, entre março último e o começo deste mês.
Em junho de 2013, o Correio Braziliense/Diario teve acesso ao relatório AUDIT n° 003/2009, que aponta problemas na administração pernambucana do plano de saúde, quando Neves — que é ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) — chefiava a unidade no Nordeste. Entre os problemas encontrados pelo corpo técnico da Geap na gestão dele, estão a elevação injustificada de gastos com órteses, próteses e materiais especiais (OPME) e inconsistências nos pagamentos feitos a cinco médicos credenciados no único hospital que fazia os atendimentos do Programa Viva Melhor.
A lista de problemas inclui guias de um mesmo paciente com assinaturas diferentes; prontuários em que as datas de atendimento, a classificação internacional de doença (CID) e o tempo de tratamento não coincidem; e pagamentos em duplicidade. Também foram encontrados assinaturas que não conferem com o cadastro de clientes; consultas que teriam ocorrido aos sábados e que tiveram as datas desmentidas pelos usuários; e profissionais não registrados no plano, mas que mesmo assim receberam no período anterior à auditoria.
Apesar das denúncias, a Geap determinou que Luís Carlos Neves recebesse apenas uma advertência por escrito. Segundo o Correio/Diario apurou, o médico recebeu apoio político para ter a pena abrandada e permanecer no cargo, mesmo com a comprovação das irregularidades praticadas durante a gestão. Após tomar conhecimento do conteúdo do relatório, o Conselho Deliberativo da Geap questionou a Diretoria Executiva sobre o motivo de punição tão leve.
Por meio de nota, a Geap afirmou: “Não há interesse em manifestar-se sobre o relatório que apontou fraude por parte de prestadores de serviço, uma vez que os prestadores auditados foram penalizados à época”. Entretanto, o documento deixa claro que houve problemas na gestão da gerência pernambucana da Geap no período. Procurada, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não se manifestou até o fechamento desta edição.
Fonte: Diario de Pernambuco
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