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Previsão do PIB cai para 0,79%
19 de agosto de 2014Em mais uma rodada de baixa, o mercado reduziu pela 12ª semana ininterrupta a previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano. A nova estimativa dos analistas é de 0,79%, segundo o Boletim Focus do Banco Central divulgado ontem. Na semana passada, a previsão era de 0,81%.
A queda vem na sequência da divulgação, na última sexta-feira, de redução de 1,48% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central em junho. Com o resultado do mês, o IBC-Br fechou o segundo trimestre com queda de 1,20% e indicando que a economia brasileira pode ter entrado em recessão no primeiro semestre.
No primeiro trimestre, o índice recuou 0,02% em relação aos três meses anteriores de 2013.
Ao mostrar dois semestres seguidos de contração, a economia entra em recessão técnica. A leitura feita pelo mercado foi a de que o resultado do IBC-Br reforça a expectativa de queda do PIB no segundo trimestre, levando a revisões para o período e para o ano fechado. Para 2015, foi mantida a expectativa de avanço de 1,2% para a economia brasileira.
O indicador já foi considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), mas deixou de ser usado desta forma, já que os resultados podem não ser próximos aos do IBGE. O governo, contudo, discorda da interpretação, já que as metodologias usadas pela autoridade monetária e pelo instituto são diferentes e os números podem divergir. O resultado oficial do PIB será divulgado no dia 29 de agosto pelo IBGE.
O mercado também vê um quadro pior para a produção industrial neste ano, de queda de 1,76% em vez de baixa de 1,53%, indicada na leitura da semana passada.
Para o ano que vem, a estimativa para a indústria segue inalterada, em alta de 1,70%.
Após algumas semanas de leitura inalterada, os economistas passaram a ver a taxa básica de juros (Selic) a 11,75% em 2015, contra 12% na pesquisa anterior, ao mesmo tempo em que mantiveram o cenário de que ela encerrará este ano a 11%.
Em relação à inflação, ajustaram a projeção de alta do IPCA neste ano a 6,25%, ante 6,26% anteriormente, e mantiveram as contas em 6,25% para 2015.
O mercado vê perda de força na economia brasileira no segundo trimestre, já sinalizada pelos resultados do varejo e da indústria que, respectivamente, recuaram 2% e 0,6% sobre o primeiro trimestre.
O cenário deste ano, em que a presidente Dilma Rousseff busca a reeleição, também envolve inflação e juros elevados, além de baixa confiança dos agentes econômicos.
A corrida eleitoral vem fazendo com que empresários represem investimentos à espera da decisão sobre o perfil do novo governo. Além disso, a realização da Copa do Mundo fez com que número de dias úteis em junho fosse menor. Os analistas ainda esperam que a economia continue fraca até o final de 2018.
Fonte: Jornal do Commercio
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