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Pressionados, vereadores recuam sobre reajuste
6 de maio de 2017O aumento do auxílio-alimentação dos vereadores do Recife não sobreviveu à repercussão negativa que o fato gerou e à pressão popular. Pouco menos de uma semana após aprovar o incremento de R$ 1,5 mil no benefício, os parlamentares recuaram e revogaram a decisão. Com isso, o valor permanecerá em R$ 3 mil mensais.
Mesmo com o recuo dos legisladores, o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Marques (PSB), não considerou que houve erro por parte da Casa, defendendo que os vereadores “precisam de mais prestígio e recursos” para atender à sociedade. “Não digo que tenha sido um erro, mas que a gente reviu nossa decisão. (O reajuste) foi uma decisão dos vereadores, achamos que deveríamos rever e assim o fizemos”, disse Marques. Questionado se os vereadores voltariam atrás caso não tivesse havido pressão, o parlamentar minimizou a repercussão do fato. “Não houve pressão nenhuma. Foi uma decisão dos vereadores, que resolveram revogar”, resumiu.
Eduardo Marques afirmou ainda que os parlamentares sofrem com a falta de recursos. Questionado se mesmo recebendo um salário de R$ 14,6 mil (bruto) e uma série de auxílios ainda faltava dinheiro para o mandato, ele disse que os legisladores precisam de mais recursos. “Muitas vezes, o poder público não faz nada. E o povo bate na porta do vereador”.
Já na avaliação do primeiro-secretário, Marco Aurélio (PRTB), houve equívoco sim por parte do Legislativo. “Foi um erro e nós reconhecemos. Reconsideramos e vamos voltar a nossa pauta do início de janeiro, que é a de cortes. A imprensa e a sociedade deram o seu recado e a Casa tem que andar em consonância com o povo”, avaliou. Questionado se os vereadores não poderiam custear do salário a despesa com alimentação, ele respondeu: “Todos esses privilégios que nós temos o Senado, a Câmara Federal, as Assembleias Legislativas e as demais Câmaras Municipais do país têm”.
O parlamentar também alfinetou alguns colegas, sem citar nomes. “Faço um apelo ao povo do Recife para que olhe (no site da Câmara) quem estava presente no dia da votação. Muitos dos que estavam lá estão indo para a imprensa dizer que são contra o aumento”, disse. A polêmica pode, inclusive, mudar o formato das sessões na Casa, fazendo com que todas as votações no plenário sejam nominais (quando aparece o posicionamento de cada parlamentar). “Que isso sirva de lição para esta Mesa. As votações vão ser todas nominais porque vai dar segurança para que as pessoas tenham menos dor de barriga e se ausentem”, ironizou um parlamentar, em reserva.
O Ministério Público de Contas, que havia pedido explicações à Câmara sobre o reajuste, avaliou positivamente a revogação. “O percentual de aumento e o valor final eram abusivos, como ficou reconhecido pelos próprios vereadores ao cancelarem a resolução. A autonomia financeira, dada pela Constituição Federal aos vereadores, não pode ser usada de qualquer forma”, disse o procurador-geral do órgão, Cristiano Pimentel.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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