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Presidenciáveis dividem espaço
14 de maio de 2014Com críticas ao que chamou de “fragilidade partidária”, o ministro José Antonio Dias Toffoli tomou posse ontem à noite no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em solenidade marcada pela presença dos três principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff compôs a mesa, na bancada do TSE. Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) sentarem em cadeiras na mesma direção, no lado direito do plenário – o presidenciável tucano estava três fileiras à frente do pessebista.
Ex-advogado do PT e nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009 pelo então presidente Lula, Toffoli comandará a mais alta Corte eleitoral do país durante os próximos dois anos, tendo como principal missão conduzir as eleições de outubro.
No discurso, demonstrou preocupação com os partidos e cobrou do Legislativo mudanças na lei eleitoral, que hoje permite a realização de propaganda somente três meses antes do pleito. Toffoli alertou ainda que as novas mídias e redes sociais são um desafio para a Justiça Eleitoral. Para ele, chegou a hora de baratear as urnas eletrônicas e facilitar os mecanismos para a convocação de plebiscito e referendo.
“É certo que as novas mídias e redes sociais ampliaram o espaço da praça pública e isso provoca a necessidade de se repensar as formas de participação popular. É necessário repensar as formas de consulta popular, referendo e plebiscito. É necessário torná-los mais baratos e mais simples”, discursou Toffoli, que substitui o ministro Marco Aurélio Mello na presidência do TSE.
Dilma não comentou a chegada de Toffoli à chefia da Corte. Aécio e Eduardo, por sua vez, disseram que não os preocupa o fato de o tribunal passar a ser presidido por um ex-advogado do PT. “Ele é um ministro do Supremo, tem se mantido com muito equilíbrio no STF e entendo que esse equilíbrio ele manterá aqui (no TSE). No momento em que assume um cargo dessa importância, ele saberá honrá-lo. Essa é a nossa expectativa e a nossa confiança”, frisou o pré-candidato tucano.
Socialista
Eduardo também disse confiar no TSE, sem fazer menção a Toffoli. “Nós, inclusive, vamos procurar ajudar a Justiça, fazendo uma campanha limpa, propositiva, uma campanha que possa elevar o debate brasileiro. Estamos confiantes que a Justiça Eleitoral fará a parte dela, que é exatamente cuidar de fazer uma eleição limpa, em que a sociedade seja respeitada, o debate possa ocorrer e as regras possam ser cumpridas”.
Bate e rebate
Eduardo ompara PT a PSDB
Eduardo Campos comparou ontem a atual crise energética enfrentada pelo governo da petista Dilma Rousseff com o apagão que marcou o fim do mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso no Planalto. “O atual governo federal não quer confessar que deixou o país em uma situação semelhante ao outro governo que ela (Dilma) combatia em 2001. Não quer evidenciar ao Brasil a semelhança dos dois”, afirmou, durante um encontro ontem com empresários e representantes do setor de gás natural em São Paulo.
A afirmação ocorre no momento em que Campos tenta se diferenciar do pré-candidato tucano Aécio Neves e conquistar os eleitores “lulistas” insatisfeitos com a gestão Dilma. Além do discurso cada vez mais duro contra os tucanos, o ex-governador pernambucano está decidido a romper o pacto em sucessões estaduais com o PSDB. Pelo acordo costurado no ano passado por Campos e Aécio, haveria uma troca de Minas Gerais por Pernambuco.
FHC: "Mudar de estratégia não é bom"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu ontem em defesa do seu correligionário nessas eleições presidenciais, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), e disse que ele não precisa mudar sua estratégia de campanha porque Eduardo Campos prometeu que fará uma inflexão à esquerda justamente com o propósito de se diferenciar do concorrente tucano. “Este negócio de mudar de estratégia não é bom, nem para o Eduardo (Campos)”.
FHC disse que há possibilidade de o PSDB disputar as eleições presidenciais com uma chapa “puro-sangue”, com os candidatos a presidente e vice da própria legenda, mas se mostrou reticente em apoiar a iniciativa. Os tucanos cogitam indicar o nome do ex-governador José Serra como vice-presidente na candidatura do senador Aécio Neves à Presidência. Aécio recebeu o primeiro apoio oficial de um partido à sua candidatura, o Solidariedade, que acrescenta 40 segundos ao seu tempo de propaganda de rádio e TV.
Fonte: Diario de Pernambuco
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