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Prefeituras decidem adotar plano próprio

3 de junho de 2020

O anúncio da retomada das atividades econômicas em Pernambuco, feito na última segunda-feira (1º), já começou a repercutir entre adversários do governador Paulo Câmara (PSB). Nesta terça-feira (2), o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), criticou as ações divulgadas pelo Palácio do Campo das Princesas e disse que o plano de convivência “frustrou a todos”.

“Prefeituras e empreendedores não foram consultados e como vimos nas repercussões negativas, frustrou a todos. O Governo do Estado causa insegurança para quem emprega e a quem depende do emprego, já que não se sabe quando a maioria das empresas voltará às atividades. Ficou de um jeito que ninguém pode se planejar a curto e nem a médio prazo”, disparou o gestor municipal.

Foco da crítica de vários membros da oposição ao governo, como a deputada federal Clarissa Tércio (PSC) e o vereador do Recife Renato Antunes (PSC), Anderson Ferreira também considerou um erro a não inclusão de igrejas nesta primeira fase de reabertura durante a pandemia. “O Governo esqueceu da abertura dos templos e igrejas que, neste momento de tanto sofrimento, trazem conforto para as famílias e realizam um importante trabalho social”, disse.

O prefeito frisou, ainda, que tem estudado meios locais para enfrentar a crise econômica provocada pelo novo coronavírus em Jaboatão. A intenção da gestão, segundo Anderson, é que o município crie seu próprio plano de reabertura. “Criamos o Comitê de Análise dos Impactos Econômicos da Covid-19 e já ouvimos o Sinduscon, CDL, Sindicom, Amicro, Ademi-PE, Abrasel, Sindicombustíveis, hotelaria, indústria, Shopping Center, permissionários dos mercados públicos e líderes religiosos. Estamos reunindo os pleitos para montar nosso próprio planejamento”, cravou.

Jaboatão não é a primeira cidade disposta a elaborar um plano independente de retomada econômica. No Sertão do Estado, por exemplo, a Prefeitura de Petrolina iniciou na última segunda-feira a liberação gradativa de atividades que até então estavam suspensas por conta do coronavírus.

“(A partir de 1º de junho) Estarão autorizadas diversas atividades e serviços com 50% da capacidade. Estão nesse grupo o comércio, shopping, serviços públicos, parques públicos e templos religiosos. O transporte coletivo por ônibus será liberado em 75% de ocupação. Já a agricultura, indústria, mototáxis, táxis, transporte por aplicativo e serviços essenciais poderão funcionar na totalidade de capacidade. As demais atividades seguem sem funcionar”, diz trecho da nota.

Apesar da flexibilização, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), afirmou, na ocasião, que a liberação dos serviços será reavaliada quinzenalmente pela Secretaria de Saúde. “Apesar de todo o cuidado, a prevenção, os investimentos na saúde, o vírus não passou totalmente em Petrolina nem em lugar nenhum. Será preciso um sentimento de responsabilidade coletiva para não regredirmos. Para avançar, todos terão que colaborar, não queremos retroceder nessas etapas, fechar o comércio de novo. Então, peço a comerciantes, empresários, enfim, toda a população para manterem o rigor nos cuidados, usar proteção e evitar ao máximo sair de casa. Poderemos superar juntos tudo isso, mas é necessário comprometimento coletivo”, orientou.

No Cabo de Santo Agostinho, cidade comandada por um aliado de Paulo, Lula Cabral (PSB), a atividade econômica começará sua retomada na próxima quinta-feira (4). De acordo com o gestor, no entanto, a população não deve entender a iniciativa como um convite para um retorno à vida antes da pandemia. “Essa retomada do comércio não significa dizer que haverá relaxamento das medidas adotadas no município. As pessoas têm que se conscientizar de que só devem sair de casa para realizar o necessário, e usar sempre a máscara”, pontuou Cabral.

Ontem, em videoconferência realizada pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Paulo Câmara apresentou aos prefeitos do interior o plano de reabertura do Estado. “A discussão regionalizada nos deixa mais próximos do problema e, consequentemente, mais próximos de acertar e vencer essa pandemia o mais rápido possível, seguindo as orientações das organizações sanitárias internacionais”, disse o presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB).

 

Fonte: Jornal do Commercio

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