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Poupança perde de renda fixa

13 de abril de 2014

Com a pressão inflacionária e consequente reajuste da Selic – o mercado já espera que os juros terminem o ano de 2014 em 12% -, a caderneta de poupança passa a perder competitividade em rendimento na comparação com outras aplicações em renda fixa. No longo prazo o resultado pode ser ainda pior, com seus rendimentos podendo perder para inflação. Esses movimentos tiram a atratividade da poupança, tanto que o Banco Central informou que a captação líquida da caderneta para o mês de março havia caído em 70%, somando R$ 1,78 bilhão (entre depósitos e retiradas). Apesar disso, para o pequeno investidor, aquela pessoa que deposita até R$ 200, a caderneta ainda vai continuar interessante, dizem os especialistas.

"Um pequeno investimento em outras modalidades de renda fixa tem, nos bancos, taxas de administração superiores a 1% e, qualquer taxa acima disso, reduz bastante o resultado", comenta o diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos de Administração, Finanças e Contabilidade (Anefac), Roberto Vertamatti. Segundo ele, qualquer investimento de até R$ 200 não possui melhor aplicação que a poupança, pois outros investimentos de renda fixa vão cobrar taxas de administração acima de 1%.

"Pequenas aplicações mantêm vantagem na poupança. O que pode ser feito, mesmo com pequenos valores, é tentar reduzir a taxa de administração com o gerente do banco. Então, passando de 1%, qualquer rendimento fica menor do que o apurado na poupança. Mas, mesmo que o aplicador busque negociar a taxa, é difícil, porque taxas de administração menores que 1% só para investimentos acima de R$ 1.000", salienta o executivo.

Fonte: Jornal do Commercio

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