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Por concurso, são quase vinte mil os nomeados

21 de fevereiro de 2010

 

Apesar da contratação de servidores efetivos representar apenas 8,37% do crescimento do quadro de pessoal do Estado em relação à gestão anterior, o governo Eduardo Campos afirma que está valorizando a “máquina do fazer”, como o próprio governador tem chamado os funcionários que trabalham em sua gestão. O Palácio contabiliza que, por meio de concurso público, já nomeou aproximadamente 20 mil pessoas nos últimos três anos. 90% deles são professores, médicos e policiais. São essas as três áreas consideradas mais frágeis da máquina pública. Isso não quer dizer que o chefe do Executivo não esteja contemplando outros setores vitais, como controladoria, planejamento e orçamento.

Ainda como parte da política de valorização do servidor, o Palácio informa que tem promovido a capacitação dos funcionários. Marcou para o próximo mês, inclusive, a inauguração de um centro de formação para a realização de cursos que antes eram oferecidos por um dos órgãos do governo, o Instituto de Recursos Humanos (IRH), que acompanha o histórico profissional dos servidores. Com um investimento de R$ 2,3 milhões, o futuro centro de formação abrirá turmas para cursos de informática e de educação à distância.

Mesmo com essa iniciativa, o número de contratos temporários no governo – um dos pontos problemáticos da administração – continua elevado. São 19.876 temporários que recebem R$ 17,6 milhões. Para justificar a nomeação, o governo alega que a contratação atende a necessidades de excepcional interesse público. Mas esse argumento é utilizado, comumente, em casos de calamidade pública.

De acordo com o levantamento encaminhado pelo governo, a maioria dos temporários está lotada na Secretaria de Educação. Em seguida, estão as Secretarias de Saúde, de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, de Ciência e Tecnologia, de Administração e de Planejamento.

Nos outros órgãos ligados ao Executivo, os campeões de contratos temporários são o próprio IRH, a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a Administração do Arquipélago de Fernando de Noronha e a Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe).

Na Educação, os temporários são professores que substituem os titulares em sala de aula e que desenvolvem atividades em programas criados para reforçar o aprendizado ou estimular o retorno ao colégio. O Aprender Mais, por exemplo, é destinado ao reforço dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio e da 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental.

Fonte: Jornal do Commercio

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