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Por apoio, Dilma libera R$ 500 mi

26 de agosto de 2015

BRASÍLIA – Em meio à crise política e econô- mica, o governo anunciou ontem a liberação de verbas para conter ameaças de novas rebeliões no Congresso Nacional. O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), braço direito do vice-presidente da República e articulador político do governo, Michel Temer, anunciou em reunião com integrantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que a equipe econômica do governo voltou atrás em decisão anterior e autorizou o desembolso de R$ 500 milhões em emendas parlamentares. A previsão é que o montante seja liberado até o final deste mês.

Devido às dificuldades econômicas, o Palácio do Planalto vinha represando esses pagamentos, o que causou grande desconforto entre os parlamentares. O anúncio é mais um gesto da presidente Dilma Rousseff para tentar garantir a estabilidade política dentro do Congresso num momento de animosidade entre lideranças da base e o Palácio do Planalto. A liberação de emendas aos congressistas serve de “moeda de troca” na aprovação de projetos de interesses do governo nas duas Casas.

As emendas representam, geralmente, pequenas obras e investimentos nos redutos eleitorais dos parlamentares. Com o anúncio, a expectativa do governo é a de que a comissão vote a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deveria ter sido aprovada até o início de julho. A LDO fixa os parâmetros para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. O anúncio da liberação de meio bilhão de reais em restos a pagar (referentes às emendas de anos anteriores) já tinha sido feito anteriormente pelo próprio Padilha às lideranças da base, mas a iniciativa acabou sendo desautorizada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A queda de braço foi um dos principais motivos de desgaste na relação entre Michel Temer e a presidente Dilma. Ontem, Temer tentou minimizar o impacto de seu movimento, e disse que não pode deixar a articulação política de uma vez. “Tenho responsabilidade com o País”, declarou. “No PMDB há alguns que querem que eu deixe a articulação e outros tantos que querem que eu continue, mas eu entendi que não posso,tendo responsabilidade com o País, deixá-la de uma vez”, afirmou.

Segundo Temer, ele se afasta da negociação de cargos e emendas, mas não da macropolítica. O vice rechaçou ainda a hipótese de que sua decisão tenha alimentado movimentos que estimulam a votação de um processo de impeachment contra a presidente. “É falso, absolutamente falso. Sempre tenho dito e repetido que qualquer hipótese de impeachment é impensável.”

SECRETARIAS

Padilha também afirmou que as secretarias com status de ministérios são as mais indicadas para serem cortadas no enxugamento de pastas anunciado pelo governo. Hoje há 24 ministérios e 15 secretarias e órgãos vinculados à Presidência, com status de ministério

Fonte: Jornal do Commercio

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