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Pontapé inicial virá da Previdência
6 de agosto de 2017O ajuste fiscal (que é o equilíbrio das contas públicas) e a reforma da Previdência são os grandes desafios apontados por três economistas de instituições diferentes como os passos iniciais para que a economia volte a se recuperar, mesmo que num ritmo mais lento. "O mercado interpreta esse resultado da votação de Temer como uma possibilidade de passar a reforma da Previdência", afirma o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e economista Marcelo Eduardo Alves da Silva. Ele estava se referindo à rejeição pela Câmara dos Deputados da denúncia na qual a Procuradoria Geral da República acusou o presidente, Michel Temer, de corrupção passiva.
Mas qual a relação existente entre a melhoria do ambiente econômico e a reforma da Previdência? O aumento de gastos do governo federal foi um dos motivos da deterioração da economia brasileira. "No ano passado, mais da metade do Orçamento da União foi usada para cobrir os gastos com a Previdência", acrescenta Marcelo. O desequilíbrio fiscal faz as finanças públicas quebrarem, além de gerar desconfiança de que o País não pague suas dívidas.
"O grupo de Temer vai ficar no poder mais um tempo. E o mercado reagiu bem, porque está entendendo que esse grupo, com popularidade ou não, tem demonstrado musculatura para fazer as reformas", resume o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Serigati. Ele considera como o desafio mais urgente o ajuste fiscal, para depois serem implantadas outras reformas que melhorem o ambiente de negócios.
Felippe lembra que o País tem uma grande dor de cabeça que são os mais de 13 milhões de desempregados, mas diz que não existe uma solução mágica para resolver todos os problemas que travam a economia brasileira. Ele afirma que serão necessários pelo menos dois mandatos de presidente para retirar os entraves que impedem o crescimento econômico, citando entre a necessidade de uma reforma tributária e a insegurança jurídica. "Como os empresários podem investir se não sabem o que pode e o que não pode? Não somos julgados ou avaliados pela lei, mas pelo juiz do momento", comenta.
Aprimorar os marcos legais para trazer mais investimentos deve ser o maior desafio do governo, na opinião do economista e sócio-diretor da Ceplan Consultoria, Paulo Guimarães, ex-diretor regional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na gestão de Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT. "A reforma da Previdência vai garantir o equilíbrio das contas, mas estimular o investimento é fundamental para a economia voltar a crescer", diz. Além de aquecer a economia, o investimento gera empregos. E explica: "No médio prazo, o investimento público não retorna. Focar em Parcerias PúblicoPrivadas (PPPs) pode ser uma forma de atrair o capital privado e o externo", comenta.
Os três economistas consultados são unânimes: melhora mesmo do cenário econômico só após 2018, mas só se houver estabilidade depois da eleição.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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