Notícias
Policiais no jogo da corrupção
12 de dezembro de 2013Policiais militares e civis envolvidos em esquema de corrupção com casas de jogos de máquinas caça-níquel recebiam entre R$ 100 e R$ 300, cada um, semanalmente, para oferecer proteção a esses estabelecimentos. As informações são resultado de investigação da Secretaria de Defesa Social (SDS), que realizou ontem, no Recife, em Olinda e Camaragibe, Região Metropolitana, a prisão de 12 pessoas com a Operação Última Jogada. Entre os detidos, estão nove policiais, entre civis e militares, incluindo um delegado da Polícia Civil e um capitão da Polícia Militar de Pernambuco. Outros três suspeitos estão foragidos.
Segundo a delegada Cláudia Freitas, titular da Delegacia de Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos, as investigações foram iniciadas em dezembro de 2012, mas o grupo atuava há, pelo menos, três anos. "Os policiais informavam aos proprietários das casas de jogos quando ocorreria ação policial, com o objetivo de impedir seu fechamento e a apreensão das máquinas. No início, tínhamos informação de que cada policial recebia de R$ 50 a R$ 100, por cada casa de jogo, semanalmente, mas depois comprovamos que o valor chegava a R$ 300", detalhou.
A área de atuação do grupo foi, inicialmente, identificada em Casa Amarela e adjacências, na Zona Norte. Durante as investigações, foram localizadas casas de jogos em bairros como Boa Viagem e Ipsep, na Zona Sul. No esquema, os militares ajudavam os proprietários das casas de jogos a negociar pagamento com outros policiais que estivessem atuando na repressão da atividade. Quando não obtinham sucesso, tentavam transferir o PM para outra unidade.
A SDS apontou envolvimento do sargento Gilvan Pedro da Silva, do cabo Aldemir Marques de Alcântara, dos soldados Ricardo Ferreira de Andrade e Josinaldo José de Freitas e do capitão Sidney José Figueiredo Braga. Em 2009, o oficial foi absolvido em julgamento no qual era acusado de chefiar uma operação que resultou no assassinato de três homens e três mulheres na Guabiraba, Zona Norte do Recife.
A participação dos policiais civis consistia na liberação das máquinas apreendidas nas delegacias em troca de pagamento. O valor não foi revelado. Além dos comissários Marcos Alexandre Pereira, Agnaldo Rodrigues de Oliveira e Antônio Carlos Duarte de Barros, a polícia confirmou participação do delegado Marcos Pereira da Silva, que atuava como plantonista na Delegacia de Casa Amarela e tinha 29 anos de polícia, dos quais 13 na função de delegado.
Os acusados podem responder por crimes de associação criminosa, peculato (desvio de dinheiro público em proveito próprio), concussão (exigir vantagem indevida), violação de sigilo funcional, corrupção ativa e passiva. As penas variam de um a 12 anos de prisão e multa.
Os donos das casas de jogos Carlos Roberto Marcelino de Oliveira, João Felipe Vieira Nunes de Lira e Maurício Soares Orge também foram presos. Assim como os policiais civis, foram encaminhados ao Centro de Triagem (Cotel), de Abreu e Lima. Os PMs foram levados para o Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (Creed), em Paulista.
BALANÇO
Na Operação Última Jogada, foram recolhidas máquinas caça-níquel, placas de computadores, planilhas de controle dos estabelecimentos, duas armas de fogo sem registro e R$ 34 mil em dinheiro nas casas de proprietários. Este ano, um total de 1.431 máquinas foi apreendido no Estado.
Ainda estão foragidos o comissário Weinert Soares Penha, o cabo da PM Nazareno Santiago da Silva e Gilson da Silva Santos, dono de casas de jogos.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]