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Polícia de olho em monopólio da máfia chinesa

21 de agosto de 2013
Nove comerciantes chineses que moram no Recife são suspeitos de integrar um grupo que tenta monopolizar o comércio de produtos piratas no Centro do Recife. Eles foram ouvidos pela polícia ontem pela manhã, após a Operação Oriente II, nos Edifícios Píer Duarte Coelho e Maurício de Nassau, as chamadas Torres Gêmeas do bairro de São José, e em depósitos e lojas da cidade. Cinco estabelecimentos foram interditados.

Segundo integrantes da Receita Federal, Secretaria da Fazenda Estadual e Polícia Militar, os nove estariam ameaçando outros comerciantes a comprarem apenas seus produtos e a preços tabelados, na tentativa de estabelecer o domínio da importação e comercialização.

 
De acordo com o delegado Joselito Kehrle, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), para onde os suspeitos foram levados, a investigação foi motivada por uma tentativa de homicídio a um comerciante chinês no bairro de São José, em maio deste ano. "No decorrer das diligências, feitas pelo DHPP, descobrimos que um grupo de fornecedores chineses forçava os compatriotas a vender somente os produtos deles e a preços tabelados. A vítima provavelmente deve ter se recusado a obedecer às ordens e sofreu esse ataque", disse.
 
Kherle explicou que as nove pessoas que ontem prestaram esclarecimentos à polícia estavam sendo investigadas desde o dia da tentativa de homicídio e podem fazer parte da quadrilha que busca o monopólio. No grupo, havia mulheres, adolescentes, uma criança e um bebê. Com eles, a polícia conseguiu apreender uma arma de fogo, dois cofres com mais de R$ 100 mil em espécie, dezenas de computadores de mesa e portáteis.
 
Todos foram encaminhados no fim da manhã para a sede da Polícia Federal (PF), que investiga se estão no Brasil em situação legal. Agora, a Receita Federal vai fiscalizar a origem dos produtos vendidos nos cinco estabelecimentos interditados. Se os locais não estiverem dentro da lei, a Receita poderá fechá-los.
 
O comerciante chinês Chen Mingyong, na época com 43 anos, foi esfaqueado por seis compatriotas no depósito da própria loja, no bairro de São José, no dia 27 de maio. Ele conseguiu escapar da investida com vida e os suspeitos continuam foragidos. 

Fonte: Jornal do Commercio

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